Versão SUV do Toyota Corolla, de quem emprestou arquitetura e mecânica e fez questão de manter o nome, o Corolla Cross roubou a posição dele de líder de vendas, conquistada em 2020, e foi o híbrido mais vendido do Brasil em 2021, com 11.026 unidades emplacadas (o que representa pouco menos de um terço do total de vendas do SUV), ante 7.923 Corolla híbridos (20% das vendas do sedã).
Já avaliamos o Corolla Cross híbrido, incluindo um comparativo de consumo com a versão apenas a combustão (leia aqui): o híbrido rodou, com cada litro de combustível, de 20% a 90% mais quilômetros do que o modelo convencional, com um motor 2.0 de 177 cv (enquanto este híbrido tem um motor 1.8 associado a dois outros elétricos, totalizando 123 cv).
+Nem todo carro híbrido é igual: saiba as diferenças
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+Avaliação: já aceleramos o incrível Jeep Renegade híbrido 4xe, que faz 45 km/l (mas será viável no Brasil?)
Por outro lado, este modelo com propulsão mista atinge os 100 km/h em cerca de 12 segundos – dois a mais que o “normal” – e decepciona também nas retomadas, além de não ter simulação de marchas. Assim, claramente não é para quem, como eu, gosta de uma pegada esportiva.
Galeria Completa: Corolla Cross Hybrid
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As versões híbridas são para quem busca economia, mas não empolgam ao volante
Atrás, o encosto é reclinável, e fica confortável mesmo na posição mais vertical
Os bancos são muito bons, e o do motorista tem ajuste elétrico no XRX.
Junto da alavanca de câmbio ficam o seletor do modo de condução e os botões EV (modo elétrico) e do ESP
Os quadros de instrumentos do híbrido topo de linha tem uma grande tela digital
A cabine não se destaca pelo acabamento, e sim pelo bom espaço disponível. Aqui, a versão topo de minha XRX Hybrid, com interior bege. Nas demais opções, a cabine é toda preta
Voltando à proposta do Corolla Cross híbrido– que funciona de modo paralelo ou em série conforme a situação, por meio do sofisticado sistema batizado de transeixo híbrido, que combina os motores-geradores com uma caixa de transmissão CVT –, o negócio aqui é a economia.
Principalmente na cidade, onde, no anda e para do trânsito, semáforos e similares, e também em descidas, funciona cerca de metade do tempo apenas com o motor elétrico – mas não é plugável, então no modo EV, “100% a bateria”, funciona no máximo por três quilômetros (antes, para mim, não ser plug-in não fazia falta, mas agora que tenho um wallbox em casa…).
Para meu perfil, de uso principalmente urbano, este híbrido mostrou que proporciona muita economia, com médias de 20 a 25 km/l com gasolina. Já na estrada, fiz 15 a 17 km/l, números ainda excelentes – e obviamente muito melhores do que os de qualquer outro SUV médio do mercado nesta faixa de preços/qualidade.
Mas eu não compraria este Corolla Cross, a não ser que fizesse questão de um modelo SUV e híbrido, pois é a única opção nacional, e relativamente barata. Não por não gostar do carro, mas porque o design pessoalmente não me agrada – e o sedã Corolla Hybrid tem porta-malas maior, acabamento melhor, dinâmica mais apurada e um freio de mão normal (aqui é acionado pelo pé esquerdo, um tanto antiquado). E ainda é mais barato.
Flávio Silveira | Editor
● Acabei de completar 40 anos e passei a cogitar um SUV. Claro, queria uma station wagon, mas “quem não tem cão, caça com gato”. Tive algumas sensações com o Toyota Corolla Cross híbrido. Entre as irritantes, o design saído dos anos 2000, o abafador do sistema de exaustão aparente e o freio de estacionamento acionado por pedal.
O que é isso Toyota? Lá fora, há o freio eletrônico! Independente disso, curti o acabamento e os arremates da cabine, a posição de dirigir, a área envidraçada e o raio de giro, que ajudou na hora de manobrar em locais apertados.
Durante a minha experiência, fiz médias urbanas de 20 km/l indo com pé leve no pedal do acelerador e utilizando a posição B da alavanca de câmbio nas descidas para ajudar no carregamento da bateria e garantindo poucos quilômetros sem emitir poluentes.
Uma pena o modelo brasileiro não ter a suspensão traseira independente, que ajudaria na dinâmica. Apesar de toda a tecnologia, o dispensaria. Primeiro, não é um plug-in. Segundo, como já falei, o design do Toyota Corolla Cross me dá calafrios. Portanto, esperaria pelo Jeep Compass 4Xe, a versão híbrida plug-in do SUV agendada para este ano.
Rafael Poci Déa | Repórter
A cabine tem design similar ao do sedã, mas os acabamentos soft-touch foram trocados por plásticos rígidos. O espaço interno também é menor que o do sedã
* Você faz questão de ter um SUV e sua prioridade máxima é a economia, sem muita preocupação com um bom desempenho em rodovias.
* Você circula principalmente na cidade, fazendo viagem de vez em quando e em estradas que não exigem muitas ultrapassagens.
* Você precisa de muito porta-malas e gosta de uma dinâmica mais afiada. Neste caso, melhor ficar com o Corolla sedã.
* Você encara estradas de terra: o Corolla Cross tem pouca altura do solo, quase a mesma do sedã. Melhor escolher Renegade ou Duster.
Toyota Corolla Hybrid – R$ 174.070
Galeria: Corolla Hybrid
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Toyota Corolla Hybrid
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Painel do Toyota Corolla Altis Híbrido
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Além de mais barato, tem porta-malas maior e o mesmo sistema híbrido, além de um acabamento mais caprichado. Leia avaliação
Jeep Compass Long. TD350 – R$ 221.354
Galeria: Compass TD350
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Foto: Roberto Assunção
Foto: Roberto Assunção
Foto: Roberto Assunção
A cabine foi redesenhada trazendo destaque para o painel redesenhado e os novos volante e multimídia (Foto: Roberto Assunção)
Foto: Roberto Assunção
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O carregador de smartphone por indução é um item do Pack 80 anos cobrado à parte (Foto: Roberto Assunção)
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Sob o assento do carona está disponível um porta-objeto (Foto: Roberto Assunção)
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O porta-malas do Jeep Compass oferece 476 litros (Foto: Roberto Assunção)
Foto: Roberto Assunção
Os bancos são confortáveis, mas não oferecem ajustes elétricos (Foto: Roberto Assunção)
Carros a diesel também são econômicos. O Jeep tem desempenho melhor e tração 4×4. Mas é barulhento e mais poluente. Leia avaliação aqui
Motores: quatro cilindros em linha 1.8, 16V, comando continuamente variável, injeção direta e indireta, ciclo Atkinson + dois motores elétricos dianteiros
Cilindrada: 1797 cm3
Combustível: flex
Potência: 98 cv (g)/101 cv (e) a 5.200 rpm + 72 cv (elétricos) = potência total de 123 cv
Torque: 14,5 kgfm a 3.600 rpm (g/e) + 16,6 kgfm (elétricos)
Câmbio: automático continuamente variável
Direção: elétrica
Suspensões: MacPherson (d) e eixo de torção (t)
Freios: disco ventilado (d) e disco sólido (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,460 m (c), 1,825 m (l), 1,620 m (a)
Entre-eixos: 2,640 m
Pneus: 225/50 R18
Porta-malas: 440 litros
Tanque: 36 litros
Peso: 1.450 kg
0-100 km/h: 11s8 (MS)
Velocidade máxima: n/d
Consumo cidade: 17 km/l (g) e 11,8 km/l (e)
Consumo estrada: 13,9 km/l (g) e 9,6 km/l (e)
Emissão de CO2: 84 g/km com etanol = 0 g/km
Consumo nota: A
Nota do Inmetro: B
Classificação na categoria: A (SUV Grande)
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O post Avaliação: Toyota Corolla Cross híbrido põe o consumo acima de tudo; vale a pena? apareceu primeiro em Motor Show.
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Já avaliamos o Corolla Cross híbrido, incluindo um comparativo de consumo com a versão apenas a combustão (leia aqui): o híbrido rodou, com cada litro de combustível, de 20% a 90% mais quilômetros do que o modelo convencional, com um motor 2.0 de 177 cv (enquanto este híbrido tem um motor 1.8 associado a dois outros elétricos, totalizando 123 cv).
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Por outro lado, este modelo com propulsão mista atinge os 100 km/h em cerca de 12 segundos – dois a mais que o “normal” – e decepciona também nas retomadas, além de não ter simulação de marchas. Assim, claramente não é para quem, como eu, gosta de uma pegada esportiva.
Galeria Completa: Corolla Cross Hybrid
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As versões híbridas são para quem busca economia, mas não empolgam ao volante
Atrás, o encosto é reclinável, e fica confortável mesmo na posição mais vertical
Os bancos são muito bons, e o do motorista tem ajuste elétrico no XRX.
Junto da alavanca de câmbio ficam o seletor do modo de condução e os botões EV (modo elétrico) e do ESP
Os quadros de instrumentos do híbrido topo de linha tem uma grande tela digital
A cabine não se destaca pelo acabamento, e sim pelo bom espaço disponível. Aqui, a versão topo de minha XRX Hybrid, com interior bege. Nas demais opções, a cabine é toda preta
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O cluster digital bastante informativo, com instrumentos convencionais nas laterais, agora item de série nas duas opções híbridas. A central multimídia com interface meio confusa. Junto à alavanca de câmbio, botões dos três modos de condução
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O cluster digital bastante informativo, com instrumentos convencionais nas laterais, agora item de série nas duas opções híbridas. A central multimídia com interface meio confusa. Junto à alavanca de câmbio, botões dos três modos de condução
Voltando à proposta do Corolla Cross híbrido– que funciona de modo paralelo ou em série conforme a situação, por meio do sofisticado sistema batizado de transeixo híbrido, que combina os motores-geradores com uma caixa de transmissão CVT –, o negócio aqui é a economia.
Principalmente na cidade, onde, no anda e para do trânsito, semáforos e similares, e também em descidas, funciona cerca de metade do tempo apenas com o motor elétrico – mas não é plugável, então no modo EV, “100% a bateria”, funciona no máximo por três quilômetros (antes, para mim, não ser plug-in não fazia falta, mas agora que tenho um wallbox em casa…).
Para meu perfil, de uso principalmente urbano, este híbrido mostrou que proporciona muita economia, com médias de 20 a 25 km/l com gasolina. Já na estrada, fiz 15 a 17 km/l, números ainda excelentes – e obviamente muito melhores do que os de qualquer outro SUV médio do mercado nesta faixa de preços/qualidade.
Mas eu não compraria este Corolla Cross, a não ser que fizesse questão de um modelo SUV e híbrido, pois é a única opção nacional, e relativamente barata. Não por não gostar do carro, mas porque o design pessoalmente não me agrada – e o sedã Corolla Hybrid tem porta-malas maior, acabamento melhor, dinâmica mais apurada e um freio de mão normal (aqui é acionado pelo pé esquerdo, um tanto antiquado). E ainda é mais barato.
Flávio Silveira | Editor
Contraponto
● Acabei de completar 40 anos e passei a cogitar um SUV. Claro, queria uma station wagon, mas “quem não tem cão, caça com gato”. Tive algumas sensações com o Toyota Corolla Cross híbrido. Entre as irritantes, o design saído dos anos 2000, o abafador do sistema de exaustão aparente e o freio de estacionamento acionado por pedal.
O que é isso Toyota? Lá fora, há o freio eletrônico! Independente disso, curti o acabamento e os arremates da cabine, a posição de dirigir, a área envidraçada e o raio de giro, que ajudou na hora de manobrar em locais apertados.
Durante a minha experiência, fiz médias urbanas de 20 km/l indo com pé leve no pedal do acelerador e utilizando a posição B da alavanca de câmbio nas descidas para ajudar no carregamento da bateria e garantindo poucos quilômetros sem emitir poluentes.
Uma pena o modelo brasileiro não ter a suspensão traseira independente, que ajudaria na dinâmica. Apesar de toda a tecnologia, o dispensaria. Primeiro, não é um plug-in. Segundo, como já falei, o design do Toyota Corolla Cross me dá calafrios. Portanto, esperaria pelo Jeep Compass 4Xe, a versão híbrida plug-in do SUV agendada para este ano.
Rafael Poci Déa | Repórter
A cabine tem design similar ao do sedã, mas os acabamentos soft-touch foram trocados por plásticos rígidos. O espaço interno também é menor que o do sedã
Compre se…
* Você faz questão de ter um SUV e sua prioridade máxima é a economia, sem muita preocupação com um bom desempenho em rodovias.
* Você circula principalmente na cidade, fazendo viagem de vez em quando e em estradas que não exigem muitas ultrapassagens.
Não compre se…
* Você precisa de muito porta-malas e gosta de uma dinâmica mais afiada. Neste caso, melhor ficar com o Corolla sedã.
* Você encara estradas de terra: o Corolla Cross tem pouca altura do solo, quase a mesma do sedã. Melhor escolher Renegade ou Duster.
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Toyota Corolla Hybrid – R$ 174.070
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Além de mais barato, tem porta-malas maior e o mesmo sistema híbrido, além de um acabamento mais caprichado. Leia avaliação
Jeep Compass Long. TD350 – R$ 221.354
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Foto: Roberto Assunção
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A cabine foi redesenhada trazendo destaque para o painel redesenhado e os novos volante e multimídia (Foto: Roberto Assunção)
Foto: Roberto Assunção
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O carregador de smartphone por indução é um item do Pack 80 anos cobrado à parte (Foto: Roberto Assunção)
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Sob o assento do carona está disponível um porta-objeto (Foto: Roberto Assunção)
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O porta-malas do Jeep Compass oferece 476 litros (Foto: Roberto Assunção)
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Os bancos são confortáveis, mas não oferecem ajustes elétricos (Foto: Roberto Assunção)
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Carros a diesel também são econômicos. O Jeep tem desempenho melhor e tração 4×4. Mas é barulhento e mais poluente. Leia avaliação aqui
Toyota Corolla Cross XRV
Motores: quatro cilindros em linha 1.8, 16V, comando continuamente variável, injeção direta e indireta, ciclo Atkinson + dois motores elétricos dianteiros
Cilindrada: 1797 cm3
Combustível: flex
Potência: 98 cv (g)/101 cv (e) a 5.200 rpm + 72 cv (elétricos) = potência total de 123 cv
Torque: 14,5 kgfm a 3.600 rpm (g/e) + 16,6 kgfm (elétricos)
Câmbio: automático continuamente variável
Direção: elétrica
Suspensões: MacPherson (d) e eixo de torção (t)
Freios: disco ventilado (d) e disco sólido (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,460 m (c), 1,825 m (l), 1,620 m (a)
Entre-eixos: 2,640 m
Pneus: 225/50 R18
Porta-malas: 440 litros
Tanque: 36 litros
Peso: 1.450 kg
0-100 km/h: 11s8 (MS)
Velocidade máxima: n/d
Consumo cidade: 17 km/l (g) e 11,8 km/l (e)
Consumo estrada: 13,9 km/l (g) e 9,6 km/l (e)
Emissão de CO2: 84 g/km com etanol = 0 g/km
Consumo nota: A
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Classificação na categoria: A (SUV Grande)
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+Diesel, híbrido, plug-in ou elétrico; qual é o melhor para você?
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+Audi e-tron vs. Jaguar I-Pace: os SUVs elétricos que adiantam o futuro
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