A baleia-jubarte Timmy, que mobilizou a opinião pública europeia ao encalhar repetidas vezes no litoral da Alemanha, terá um desfecho ligado ao mundo automotivo: encontrada morta na Dinamarca em meados de maio, ela terá a gordura transformada em biodiesel — o mesmo tipo de combustível misturado ao diesel vendido nos postos. O processamento ficará a cargo da empresa Daka Denmark, na cidade de dinamarquesa de Randers, especializada em converter resíduos animais em energia.
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Na fábrica, a carcaça é separada em três partes. A gordura, rica em triglicerídeos, segue a mesma rota química usada com óleo de soja, palma ou sebo bovino e vira biodiesel de segunda geração. Ossos, pele e tendões são triturados e transformados em uma farinha aproveitada como biomassa, queimada em uma fábrica de cimento. A água retirada no processo é tratada antes de voltar ao mar. Parte do esqueleto será preservada no Museu de História Natural de Copenhague.
Timmy foi transportada de navio pelos alemães após encalhar em praia do país (Foto: Philip Dulian/AP)
Timmy apareceu no Mar Báltico alemão em março e encalhou seguidas vezes em bancos de areia da praia da Alemanha, em Timmendorfer Strand. Após as autoridades suspenderem o resgate oficial — recomendando deixar o animal morrer em paz —, dois empresários bancaram uma operação privada: Walter Gunz, cofundador da varejista MediaMarkt, e a criadora de cavalos Karin Walter-Mommert. O custo passou de cerca de R$ 8,9 milhões (€ 1,5 milhão).
A equipe transportou a jubarte, já debilitada, em uma balsa cheia de água por centenas de quilômetros até o Mar do Norte. Especialistas alertaram que as paredes metálicas refletiriam o sonar do animal e o estressariam; imagens de drone mostraram a baleia se debatendo. Em vez do alto-mar planejado, ela foi solta perto de uma rota de navegação ao norte da Dinamarca.
Duas semanas depois, Timmy foi achada sem vida nas proximidades da ilha de Anholt. A necropsia confirmou tratar-se de uma fêmea, mas a causa da morte segue indefinida por causa do estado de decomposição. No sistema digestivo, foram encontrados restos de redes de pesca.
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Da gordura ao tanque
Na fábrica, a carcaça é separada em três partes. A gordura, rica em triglicerídeos, segue a mesma rota química usada com óleo de soja, palma ou sebo bovino e vira biodiesel de segunda geração. Ossos, pele e tendões são triturados e transformados em uma farinha aproveitada como biomassa, queimada em uma fábrica de cimento. A água retirada no processo é tratada antes de voltar ao mar. Parte do esqueleto será preservada no Museu de História Natural de Copenhague.
A saga que comoveu a Europa
Timmy foi transportada de navio pelos alemães após encalhar em praia do país (Foto: Philip Dulian/AP)
Timmy apareceu no Mar Báltico alemão em março e encalhou seguidas vezes em bancos de areia da praia da Alemanha, em Timmendorfer Strand. Após as autoridades suspenderem o resgate oficial — recomendando deixar o animal morrer em paz —, dois empresários bancaram uma operação privada: Walter Gunz, cofundador da varejista MediaMarkt, e a criadora de cavalos Karin Walter-Mommert. O custo passou de cerca de R$ 8,9 milhões (€ 1,5 milhão).
A equipe transportou a jubarte, já debilitada, em uma balsa cheia de água por centenas de quilômetros até o Mar do Norte. Especialistas alertaram que as paredes metálicas refletiriam o sonar do animal e o estressariam; imagens de drone mostraram a baleia se debatendo. Em vez do alto-mar planejado, ela foi solta perto de uma rota de navegação ao norte da Dinamarca.
Duas semanas depois, Timmy foi achada sem vida nas proximidades da ilha de Anholt. A necropsia confirmou tratar-se de uma fêmea, mas a causa da morte segue indefinida por causa do estado de decomposição. No sistema digestivo, foram encontrados restos de redes de pesca.
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