Dois órgãos reguladores chineses convocaram e advertiram, nesta quinta-feira (11), montadoras suspeitas de praticar o que classificaram como concorrência irracional — o mais recente esforço de Pequim para conter a longa guerra de preços no setor automotivo do país.
O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) e a Administração Estatal de Regulação do Mercado (SAMR) exigiram que as empresas cumpram rigorosamente a legislação, incluindo a Lei de Preços e as regras contra a venda abaixo do custo. Os reguladores também cobraram mais controle de qualidade dos veículos e proteção efetiva aos direitos dos consumidores. As fabricantes convocadas não foram identificadas.
Segundo o MIIT, a ação conjunta busca preservar uma ordem de mercado marcada por produtos de qualidade, preços justos e concorrência saudável.
VEJA TAMBÉM:
A medida ocorre em meio a um profundo ajuste do mercado automotivo chinês. A Associação Chinesa de Veículos de Passageiros (CPCA) alertou nesta semana que a guerra de preços segue em curso. A expectativa dos consumidores por novos descontos e lançamentos vem enfraquecendo a demanda, segundo relatório da entidade divulgado na véspera, enquanto as concessionárias, cautelosas, reduzem as compras para evitar acúmulo de estoque.
Em maio, as vendas no varejo de automóveis de passeio caíram 22,1% na comparação anual, para 1,51 milhão de unidades. Os veículos de nova energia (NEVs) recuaram 7,5%, para 950 mil unidades — quinto mês seguido de queda ante o ano anterior.
Ainda assim, a participação dos eletrificados bateu recorde: com as vendas de carros a gasolina encolhendo mais rápido diante dos combustíveis caros, os chamados veículos de novas energias (NEVs) chegaram a 62,9% do varejo em maio e a 66,7% na primeira semana de junho. No exterior, o avanço é ainda mais expressivo: a China exportou 424 mil NEVs no mês, alta de 112,6% sobre maio de 2025 e 54% de todas as exportações de automóveis de passeio — maior fatia já registrada.
Continue lendo...
O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) e a Administração Estatal de Regulação do Mercado (SAMR) exigiram que as empresas cumpram rigorosamente a legislação, incluindo a Lei de Preços e as regras contra a venda abaixo do custo. Os reguladores também cobraram mais controle de qualidade dos veículos e proteção efetiva aos direitos dos consumidores. As fabricantes convocadas não foram identificadas.
Segundo o MIIT, a ação conjunta busca preservar uma ordem de mercado marcada por produtos de qualidade, preços justos e concorrência saudável.
VEJA TAMBÉM:
- Seu celular vai avisar quando você passar por pedágio free flow; entenda
- Esqueça os SUVs: a BYD fez um conversível elétrico de 1.604 cv e 350 km/h
- Primeiro carro elétrico mexicano se chama Uno, leva seis pessoas e custa só R$ 45 mil
A medida ocorre em meio a um profundo ajuste do mercado automotivo chinês. A Associação Chinesa de Veículos de Passageiros (CPCA) alertou nesta semana que a guerra de preços segue em curso. A expectativa dos consumidores por novos descontos e lançamentos vem enfraquecendo a demanda, segundo relatório da entidade divulgado na véspera, enquanto as concessionárias, cautelosas, reduzem as compras para evitar acúmulo de estoque.
Em maio, as vendas no varejo de automóveis de passeio caíram 22,1% na comparação anual, para 1,51 milhão de unidades. Os veículos de nova energia (NEVs) recuaram 7,5%, para 950 mil unidades — quinto mês seguido de queda ante o ano anterior.
Ainda assim, a participação dos eletrificados bateu recorde: com as vendas de carros a gasolina encolhendo mais rápido diante dos combustíveis caros, os chamados veículos de novas energias (NEVs) chegaram a 62,9% do varejo em maio e a 66,7% na primeira semana de junho. No exterior, o avanço é ainda mais expressivo: a China exportou 424 mil NEVs no mês, alta de 112,6% sobre maio de 2025 e 54% de todas as exportações de automóveis de passeio — maior fatia já registrada.
Continue lendo...