Notícia Governo cobrirá calote de entregadores do iFood que não pagarem moto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança nesta sexta-feira (12) um novo programa de crédito do governo federal, o Move Entregadores e Motos Apps, criado para ajudar trabalhadores de aplicativos de entrega a comprar ou trocar de motocicleta. Pelo programa, cada trabalhador poderá financiar uma moto nova por até R$ 20 mil, quitando a dívida restante em até 48 parcelas mensais. O governo vai destinar pelo menos R$ 2,5 bilhões à iniciativa e prevê ainda descontos negociados com as fabricantes. O lançamento ocorre às 11h, no Palácio do Planalto.

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Como o programa vai funcionar


O Move Entregadores é uma ampliação de um programa anterior, o Move Aplicativos, lançado em maio deste ano. Voltado a motoristas de aplicativo e taxistas, aquele primeiro programa reservou R$ 30 bilhões — doze vezes mais do que o valor agora previsto para as motos — para financiar carros de até R$ 150 mil, em até 72 parcelas e com juros de até 1,01% ao mês.

No caso das motos, a taxa de juros ainda não foi anunciada. Para que ela seja mais baixa, o governo usará o Fundo de Garantia de Operações (FGO), um fundo público que funciona como uma espécie de fiador: se o trabalhador deixar de pagar, ele cobre parte do prejuízo do banco. Com menos risco, os bancos tendem a cobrar juros menores.

Quem pode participar


Para ter acesso ao crédito, o trabalhador precisará comprovar que atua há pelo menos seis meses em plataformas de entrega, como o iFood, e que cumpriu um número mínimo de entregas nesse período.

Por que a medida acontece agora


O programa é lançado em ano de eleição e mira um grupo grande de eleitores. Segundo o IBGE, o Brasil tinha em 2024 cerca de 1,7 milhão de trabalhadores de aplicativos, dos quais aproximadamente 500 mil eram entregadores. A maioria são homens de 25 a 39 anos, moradores da Região Sudeste — justamente a parcela da população em que Lula registra os maiores índices de rejeição, tanto na avaliação do governo quanto nas pesquisas eleitorais. Por isso, a iniciativa é vista como uma forma estratégica de aproximar essa categoria do governo.

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