Notícia Ladrão usa carro autônomo da Waymo como veículo de fuga em San Francisco

Um homem usou um robotáxi da Waymo para chegar a um estúdio de ioga em San Francisco, cometer um furto e fugir no mesmo veículo autônomo. O episódio chamou atenção menos pela escolha do meio de transporte e mais pelo desfecho: mesmo cercado de câmeras, o carro não ajudou a polícia a identificar o autor.

Segundo o jornal San Francisco Chronicle, o crime aconteceu numa noite de janeiro e durou poucos minutos. O suspeito levou uma braçada de shorts masculinos e deixou o local no mesmo robotáxi que o havia transportado até o endereço.

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Os carros autônomos da Waymo, baseados no Jaguar I-Pace, são equipados com 29 câmeras que cobrem o interior e todo o entorno do veículo. Como a polícia já trata esses modelos como câmeras de vigilância sobre rodas, obter as imagens deveria ter sido simples. Não foi.

O mandado para acessar os dados da corrida só foi pedido em abril, quatro meses após o furto. Quando a autorização saiu, a Waymo já havia apagado as gravações internas. A empresa entregou os dados da conta usada para chamar o carro, mas eles não levaram a ninguém — o perfil pode ter sido falso ou roubado. As imagens externas seguiam disponíveis, porém com os rostos borrados por motivos de privacidade.

Pesou também a baixa prioridade do caso. O estúdio aparentemente estava fechado durante o furto, sem risco a funcionários ou alunos, e o material levado tinha pouco valor — o que ajuda a explicar a demora no pedido de quebra de sigilo. Sem imagens internas e com poucos indícios, a investigação segue aberta.

O contraste com um episódio de janeiro de 2025 é evidente. Na ocasião, outro ladrão fugiu de um mercado em um robotáxi da Waymo, mas a polícia localizou o veículo na hora: bastou acionar as luzes de emergência para que o carro encostasse, com o suspeito ainda dentro.

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