A Ferrari anunciou uma convocação inusitada para o recém-lançado modelo 12Cilindri nos Estados Unidos. Desta vez, o motivo do recall não tem qualquer relação com o imponente motor V12 aspirado, falhas mecânicas ou risco de incêndio. O problema é puramente regulatório: cerca de 80 exemplares do superesportivo foram fabricados com vidros escuros demais, infringindo a rigorosa legislação de trânsito norte-americana.
Segundo a NHTSA, agência federal de segurança viária dos EUA, a falha compromete a norma FMVSS No. 205, que exige que os vidros automotivos permitam a passagem de pelo menos 70% de luz externa. As unidades afetadas da montadora italiana foram equipadas com o chamado “privacy glass”, um tipo de vidro fumê cujo índice de transmissão luminosa fica abaixo do limite legal estabelecido no país.
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O órgão regulador alerta que vidros excessivamente escurecidos podem prejudicar a percepção do motorista, elevando o risco de colisões, sobretudo em condições climáticas adversas ou durante a condução noturna. O defeito, contudo, não está na qualidade do componente em si, mas sim em um equívoco logístico na renomada linha de montagem de Maranello, na Itália.
Ferrari 12Cilindri é lançamento mais recente com motor V12 (Foto: Divulgação | Ferrari)
Os modelos produzidos para as linhas 2025 e 2026 destinados ao mercado americano acabaram recebendo a especificação europeia de transparência, onde o uso de vidros mais opacos é tolerado pelas autoridades. A falha só foi identificada agora, em março de 2026, durante as rigorosas inspeções de pré-entrega realizadas quando os veículos já haviam desembarcado em solo americano.
Como o grau de escurecimento é uma característica física intrínseca ao material fabricado pela fornecedora Saint-Gobain Sekurit Italia, não há solução paliativa. A Ferrari fará a substituição física e gratuita das janelas laterais e traseiras de todos os esportivos afetados. A marca tem até o dia 15 de maio para notificar formalmente os proprietários e confirmou que a adequação para as próximas unidades exportadas aos EUA já foi implementada no processo produtivo.
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Segundo a NHTSA, agência federal de segurança viária dos EUA, a falha compromete a norma FMVSS No. 205, que exige que os vidros automotivos permitam a passagem de pelo menos 70% de luz externa. As unidades afetadas da montadora italiana foram equipadas com o chamado “privacy glass”, um tipo de vidro fumê cujo índice de transmissão luminosa fica abaixo do limite legal estabelecido no país.
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Risco à visibilidade e o erro na linha de montagem
O órgão regulador alerta que vidros excessivamente escurecidos podem prejudicar a percepção do motorista, elevando o risco de colisões, sobretudo em condições climáticas adversas ou durante a condução noturna. O defeito, contudo, não está na qualidade do componente em si, mas sim em um equívoco logístico na renomada linha de montagem de Maranello, na Itália.
Ferrari 12Cilindri é lançamento mais recente com motor V12 (Foto: Divulgação | Ferrari)
Os modelos produzidos para as linhas 2025 e 2026 destinados ao mercado americano acabaram recebendo a especificação europeia de transparência, onde o uso de vidros mais opacos é tolerado pelas autoridades. A falha só foi identificada agora, em março de 2026, durante as rigorosas inspeções de pré-entrega realizadas quando os veículos já haviam desembarcado em solo americano.
Como o grau de escurecimento é uma característica física intrínseca ao material fabricado pela fornecedora Saint-Gobain Sekurit Italia, não há solução paliativa. A Ferrari fará a substituição física e gratuita das janelas laterais e traseiras de todos os esportivos afetados. A marca tem até o dia 15 de maio para notificar formalmente os proprietários e confirmou que a adequação para as próximas unidades exportadas aos EUA já foi implementada no processo produtivo.
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