A joint venture Sony Honda Mobility abortou o desenvolvimento do Afeela 1, o aguardado sedã elétrico que prometia transformar a cabine em uma verdadeira sala de estar com o sistema de jogos portátil do PlayStation integrado. O cancelamento repentino põe fim a um projeto ambicioso, iniciado ainda em 2022, que previa transformar a experiência viária e abrir caminho para o lançamento futuro de um SUV elétrico.
A decisão é um efeito colateral direto de um revés financeiro expressivo da Honda. Após registrar perdas que superam a marca de R$ 18 bilhões, a montadora japonesa foi forçada a revisar drasticamente sua estratégia global de eletrificação. Como o Afeela dependeria intrinsecamente das plataformas, da tecnologia e de toda a estrutura de produção da Honda, o projeto conjunto perdeu sua viabilidade prática. O corte foi tão profundo que, apenas nos Estados Unidos, três outros modelos elétricos exclusivos da marca automotiva também acabaram sumariamente cancelados.
Projeto previa compatibilidade com jogos do PlayStation através de telas na cabine do carro
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Antes de ser engavetado, o Afeela 1 já se encontrava em fase de testes de pré-produção na fábrica da Honda localizada no estado de Ohio. O modelo contaria com tração integral, dois motores de 245 cv e baterias de 91 kWh, capazes de entregar consistentes 482 km de autonomia. Seu grande chamariz comercial, no entanto, era o pacote de entretenimento: por meio do Remote Play e de generosas telas espalhadas pelo painel, os ocupantes poderiam jogar títulos de PS4 e PS5 a bordo do veículo via streaming.
O cronograma original estipulava que as versões comerciais custariam entre US$ 89.900 (na variante Origin, agendada para 2027) e US$ 102.900 (na configuração de topo, prevista para estrear já em 2026). A companhia confirmou que todos os clientes que já haviam realizado reservas no esquema de pré-venda serão reembolsados integralmente.
Apesar do naufrágio do projeto automotivo em si, a Sony e a Honda afirmam que manterão as discussões abertas para decidir o destino da parceria tecnológica, avaliando a hipótese de a marca Afeela sobreviver apenas como fornecedora de software e sistemas de entretenimento para terceiros.
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A decisão é um efeito colateral direto de um revés financeiro expressivo da Honda. Após registrar perdas que superam a marca de R$ 18 bilhões, a montadora japonesa foi forçada a revisar drasticamente sua estratégia global de eletrificação. Como o Afeela dependeria intrinsecamente das plataformas, da tecnologia e de toda a estrutura de produção da Honda, o projeto conjunto perdeu sua viabilidade prática. O corte foi tão profundo que, apenas nos Estados Unidos, três outros modelos elétricos exclusivos da marca automotiva também acabaram sumariamente cancelados.
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Antes de ser engavetado, o Afeela 1 já se encontrava em fase de testes de pré-produção na fábrica da Honda localizada no estado de Ohio. O modelo contaria com tração integral, dois motores de 245 cv e baterias de 91 kWh, capazes de entregar consistentes 482 km de autonomia. Seu grande chamariz comercial, no entanto, era o pacote de entretenimento: por meio do Remote Play e de generosas telas espalhadas pelo painel, os ocupantes poderiam jogar títulos de PS4 e PS5 a bordo do veículo via streaming.
O cronograma original estipulava que as versões comerciais custariam entre US$ 89.900 (na variante Origin, agendada para 2027) e US$ 102.900 (na configuração de topo, prevista para estrear já em 2026). A companhia confirmou que todos os clientes que já haviam realizado reservas no esquema de pré-venda serão reembolsados integralmente.
Apesar do naufrágio do projeto automotivo em si, a Sony e a Honda afirmam que manterão as discussões abertas para decidir o destino da parceria tecnológica, avaliando a hipótese de a marca Afeela sobreviver apenas como fornecedora de software e sistemas de entretenimento para terceiros.
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