Após quase duas décadas de desenvolvimento, a Bridgestone deu início à primeira operação comercial de seus pneus sem ar AirFree. A tecnologia passou a equipar uma frota de veículos autônomos usada no transporte de idosos em Higashiomi, cidade montanhosa do Japão com população cada vez mais envelhecida, e marca a estreia do sistema fora de projetos experimentais.
Os veículos, semelhantes a carrinhos de golfe alongados e movidos a eletricidade, operam em baixas velocidades e circulam em trajetos controlados — cenário considerado ideal para a primeira aplicação comercial da tecnologia. Até então, os pneus AirFree só haviam sido usados em testes de duração limitada.
A Bridgestone apresentou seu primeiro protótipo de pneu sem ar em 2008, enquanto a atual terceira geração foi revelada em 2023. Diferentemente dos pneus convencionais, o AirFree dispensa a pressão interna ao empregar uma estrutura formada por raios de resina termoplástica reciclável, revestidos por uma fina banda de rodagem de borracha. Segundo a fabricante, tanto a borracha quanto os raios podem ser recauchutados ou reciclados, e as hastes recebem uma cor azul de alta visibilidade, batizada de “Empowering Blue”.
De acordo com a empresa, o principal avanço veio com o desenvolvimento de uma estrutura mais flexível, capaz de distribuir melhor as cargas sobre o pneu sem comprometer o conforto dos ocupantes. A solução substituiu a abordagem inicial, baseada em materiais mais rígidos. “O avanço veio quando a equipe deixou de tentar endurecer o material e passou a apostar em uma resina flexível”, afirmou o engenheiro Masaki Ota, da Bridgestone.
Os pneus também foram avaliados em testes com jornalistas a bordo dos veículos autônomos, limitados a 20 km/h — velocidade em que demonstraram subir ladeiras íngremes e trafegar por vias mal pavimentadas. De acordo com o site Nikkei Asia, a tecnologia ainda é adequada apenas a aplicações de baixa velocidade, o que significa que está longe de equipar automóveis de passeio.
A Bridgestone ainda não divulgou um cronograma para a produção em larga escala dos pneus AirFree. A empresa afirma que estuda um modelo de negócios que inclua serviços de reciclagem e também desenvolve uma versão da tecnologia para veículos lunares, com uma estrutura metálica inspirada no mesmo conceito. A corrida pelo pneu sem ar não é só dela: a rival Michelin apresentou seu conceito Uptis para carros de passeio em 2019, em parceria com a GM, com estreia prevista para 2024 que ainda não se concretizou. A francesa, porém, já vende o pneu sem ar Tweel para aplicações menores, como carrinhos de golfe e cortadores de grama.
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Os veículos, semelhantes a carrinhos de golfe alongados e movidos a eletricidade, operam em baixas velocidades e circulam em trajetos controlados — cenário considerado ideal para a primeira aplicação comercial da tecnologia. Até então, os pneus AirFree só haviam sido usados em testes de duração limitada.
Como funciona?
A Bridgestone apresentou seu primeiro protótipo de pneu sem ar em 2008, enquanto a atual terceira geração foi revelada em 2023. Diferentemente dos pneus convencionais, o AirFree dispensa a pressão interna ao empregar uma estrutura formada por raios de resina termoplástica reciclável, revestidos por uma fina banda de rodagem de borracha. Segundo a fabricante, tanto a borracha quanto os raios podem ser recauchutados ou reciclados, e as hastes recebem uma cor azul de alta visibilidade, batizada de “Empowering Blue”.
De acordo com a empresa, o principal avanço veio com o desenvolvimento de uma estrutura mais flexível, capaz de distribuir melhor as cargas sobre o pneu sem comprometer o conforto dos ocupantes. A solução substituiu a abordagem inicial, baseada em materiais mais rígidos. “O avanço veio quando a equipe deixou de tentar endurecer o material e passou a apostar em uma resina flexível”, afirmou o engenheiro Masaki Ota, da Bridgestone.
Os pneus também foram avaliados em testes com jornalistas a bordo dos veículos autônomos, limitados a 20 km/h — velocidade em que demonstraram subir ladeiras íngremes e trafegar por vias mal pavimentadas. De acordo com o site Nikkei Asia, a tecnologia ainda é adequada apenas a aplicações de baixa velocidade, o que significa que está longe de equipar automóveis de passeio.
A Bridgestone ainda não divulgou um cronograma para a produção em larga escala dos pneus AirFree. A empresa afirma que estuda um modelo de negócios que inclua serviços de reciclagem e também desenvolve uma versão da tecnologia para veículos lunares, com uma estrutura metálica inspirada no mesmo conceito. A corrida pelo pneu sem ar não é só dela: a rival Michelin apresentou seu conceito Uptis para carros de passeio em 2019, em parceria com a GM, com estreia prevista para 2024 que ainda não se concretizou. A francesa, porém, já vende o pneu sem ar Tweel para aplicações menores, como carrinhos de golfe e cortadores de grama.
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