O Toyota RAV4 é mundialmente reconhecido por sua mecânica confiável e por entregar um custo de propriedade razoável. No entanto, o proprietário de uma versão híbrida do SUV nos Estados Unidos foi surpreendido por um orçamento de US$ 6.600 (cerca de R$ 37.600) para o reparo de um componente aparentemente trivial: uma peça do sistema de climatização. O caso viralizou ao evidenciar como a arquitetura complexa dos veículos modernos transformou manutenções de rotina em potenciais abalos financeiros.
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O vilão do orçamento é uma peça que as concessionárias chamam de “caixa de ar”. Diferentemente do simples compartimento plástico que guarda o filtro do motor, trata-se da unidade central do sistema HVAC (aquecimento, ventilação e ar-condicionado). Escondida atrás do painel, a estrutura abriga o núcleo do aquecedor, o evaporador e os atuadores eletrônicos de temperatura.
Apenas para a aquisição da peça nova e original, o custo varia de US$ 2.200 a US$ 2.500 (entre R$ 12.500 e R$ 14.200), dependendo do fornecedor. O valor, que já é elevado, sofre um salto exponencial quando somado aos impostos, à margem de lucro da revenda e ao principal fator: o custo do serviço.
A fatia mais pesada da conta decorre da extrema dificuldade técnica da substituição. Para alcançar a peça, os mecânicos são obrigados a desmontar o painel frontal do veículo por inteiro, consumindo um alto volume de horas de trabalho especializado. Além da remoção física, a intervenção exige esvaziar todo o gás do ar-condicionado, reabastecer o sistema e realizar testes rigorosos de pressão e vazamento na remontagem.
No desespero para baratear a nota fiscal, alguns motoristas recorrem a componentes usados na internet, que custam uma fração do preço oficial. A tática, contudo, esbarra em um risco logístico alto: caso a peça de desmanche apresente defeito meses depois, o proprietário terá que arcar novamente com as caras horas de mão de obra para desmontar e remontar todo o painel do carro.
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O que encarece a ‘caixa de ar’?
O vilão do orçamento é uma peça que as concessionárias chamam de “caixa de ar”. Diferentemente do simples compartimento plástico que guarda o filtro do motor, trata-se da unidade central do sistema HVAC (aquecimento, ventilação e ar-condicionado). Escondida atrás do painel, a estrutura abriga o núcleo do aquecedor, o evaporador e os atuadores eletrônicos de temperatura.
Apenas para a aquisição da peça nova e original, o custo varia de US$ 2.200 a US$ 2.500 (entre R$ 12.500 e R$ 14.200), dependendo do fornecedor. O valor, que já é elevado, sofre um salto exponencial quando somado aos impostos, à margem de lucro da revenda e ao principal fator: o custo do serviço.
Mão de obra e o risco do mercado paralelo
A fatia mais pesada da conta decorre da extrema dificuldade técnica da substituição. Para alcançar a peça, os mecânicos são obrigados a desmontar o painel frontal do veículo por inteiro, consumindo um alto volume de horas de trabalho especializado. Além da remoção física, a intervenção exige esvaziar todo o gás do ar-condicionado, reabastecer o sistema e realizar testes rigorosos de pressão e vazamento na remontagem.
No desespero para baratear a nota fiscal, alguns motoristas recorrem a componentes usados na internet, que custam uma fração do preço oficial. A tática, contudo, esbarra em um risco logístico alto: caso a peça de desmanche apresente defeito meses depois, o proprietário terá que arcar novamente com as caras horas de mão de obra para desmontar e remontar todo o painel do carro.
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