Duas parlamentares democratas do estado de Michigan apresentaram uma proposta legislativa chamada “Ato de Proteção da América contra Carros Chineses”. Com esse projeto, elas pretendem proibir a entrada de veículos conectados, projetados e fabricados na China em território americano. A proposta também impede que turistas canadenses ou mexicanos cruzem as fronteiras dos Estados Unidos dirigindo esses modelos, mesmo que permaneçam no país por apenas um dia.
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A medida visa fechar o que as políticas consideram brechas perigosas na fiscalização das fronteiras com o Canadá e o México, países onde a presença de montadoras chinesas cresceu rapidamente.
A restrição proposta abrange veículos produzidos ou desenhados integralmente no país “rival” e modelos fabricados por montadoras globais nas quais empresas chinesas possuem participação acionária superior a 15%. Assim, a regra de corte atingiria diretamente marcas tradicionais do mercado, como a Volvo e a Polestar. O grupo chinês Geely detém 78,7% e mais de 20% das ações dessas companhias.
A Polestar faz parte do grupo chinês Geely desde 2015 e pode ser proibido nos EUA (Foto: Polestar | Divulgação)
O argumento central do projeto define os automóveis modernos chineses como pacotes de vigilância sobre rodas. Segundo a senadora Slotkin (uma das parlamentares responsáveis pela proposta), os sistemas conectados desses carros são plenamente capazes de geolocalizar motoristas, capturar vídeos em tempo real e mapear áreas de infraestrutura, como instalações militares dos EUA.
Para evitar um bloqueio total de tecnologias aliadas, o texto prevê a concessão de autorizações específicas de circulação. No entanto, o novo projeto de lei estabelece que essas exceções só seriam liberadas sob condições rigorosas e com forte supervisão e transparência do congresso americano.
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O cerco comercial e o impacto em marcas tradicionais
A medida visa fechar o que as políticas consideram brechas perigosas na fiscalização das fronteiras com o Canadá e o México, países onde a presença de montadoras chinesas cresceu rapidamente.
A restrição proposta abrange veículos produzidos ou desenhados integralmente no país “rival” e modelos fabricados por montadoras globais nas quais empresas chinesas possuem participação acionária superior a 15%. Assim, a regra de corte atingiria diretamente marcas tradicionais do mercado, como a Volvo e a Polestar. O grupo chinês Geely detém 78,7% e mais de 20% das ações dessas companhias.
A Polestar faz parte do grupo chinês Geely desde 2015 e pode ser proibido nos EUA (Foto: Polestar | Divulgação)
Justificativa de segurança nacional e exceções
O argumento central do projeto define os automóveis modernos chineses como pacotes de vigilância sobre rodas. Segundo a senadora Slotkin (uma das parlamentares responsáveis pela proposta), os sistemas conectados desses carros são plenamente capazes de geolocalizar motoristas, capturar vídeos em tempo real e mapear áreas de infraestrutura, como instalações militares dos EUA.
Para evitar um bloqueio total de tecnologias aliadas, o texto prevê a concessão de autorizações específicas de circulação. No entanto, o novo projeto de lei estabelece que essas exceções só seriam liberadas sob condições rigorosas e com forte supervisão e transparência do congresso americano.
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