O mercado chinês de veículos eletrificados registrou uma mudança de fôlego no início de 2026. A Geely consolidou uma vantagem de vendas em relação à BYD que não era vista em quase quatro anos. O movimento ocorre em um momento de trajetórias opostas: enquanto a Geely sustenta um crescimento sólido apoiado em suas novas divisões, a principal rival enfrenta uma retração acentuada, alterando momentaneamente a correlação de forças no maior mercado automotivo do planeta.
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Os balanços de fevereiro revelam que a Geely comercializou 202.411 veículos — um salto de 18% na comparação anual. No sentido inverso, a BYD registrou 122.311 unidades, o que representa um recuo severo de 36,8%. Com essa performance, a distância entre as duas fabricantes chegou a 80,1 mil unidades — o maior hiato favorável à Geely desde o primeiro semestre de 2022.
O avanço da Geely tem sido ancorado pelo desempenho de suas submarcas premium, como a Zeekr, focada em elétricos de luxo, e a linha Galaxy, voltada a híbridos de nova geração. A fabricante também se beneficiou de uma forte presença internacional, que ajuda a mitigar as oscilações sazonais da demanda interna. Além disso, a tecnologia de híbridos plug-in (PHEV) de longo alcance da marca tem atraído consumidores que buscam transição gradual para a eletrificação total.
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A queda expressiva da BYD é atribuída, em parte, ao impacto do feriado do Ano Novo Chinês, que interrompeu linhas de produção e logística. Embora a empresa tenha iniciado uma ofensiva agressiva com a linha “Honor Edition” — reduzindo preços para asfixiar concorrentes a combustão —, o efeito nas planilhas de emplacamentos ainda é tímido no curto prazo.
Analistas do setor observam que a rápida expansão do portfólio da BYD pode estar gerando uma sobreposição de modelos, causando concorrência interna. Contudo, a liderança da Geely será testada nos próximos meses. Isso porque a BYD projeta retomar o topo com o lançamento da quinta geração de sua tecnologia híbrida DM-i e a chegada global de novos produtos de alto volume.
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Desempenho recorde e o trunfo das submarcas
Os balanços de fevereiro revelam que a Geely comercializou 202.411 veículos — um salto de 18% na comparação anual. No sentido inverso, a BYD registrou 122.311 unidades, o que representa um recuo severo de 36,8%. Com essa performance, a distância entre as duas fabricantes chegou a 80,1 mil unidades — o maior hiato favorável à Geely desde o primeiro semestre de 2022.
O avanço da Geely tem sido ancorado pelo desempenho de suas submarcas premium, como a Zeekr, focada em elétricos de luxo, e a linha Galaxy, voltada a híbridos de nova geração. A fabricante também se beneficiou de uma forte presença internacional, que ajuda a mitigar as oscilações sazonais da demanda interna. Além disso, a tecnologia de híbridos plug-in (PHEV) de longo alcance da marca tem atraído consumidores que buscam transição gradual para a eletrificação total.
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Guerra de preços e os desafios da BYD para 2026
A queda expressiva da BYD é atribuída, em parte, ao impacto do feriado do Ano Novo Chinês, que interrompeu linhas de produção e logística. Embora a empresa tenha iniciado uma ofensiva agressiva com a linha “Honor Edition” — reduzindo preços para asfixiar concorrentes a combustão —, o efeito nas planilhas de emplacamentos ainda é tímido no curto prazo.
Analistas do setor observam que a rápida expansão do portfólio da BYD pode estar gerando uma sobreposição de modelos, causando concorrência interna. Contudo, a liderança da Geely será testada nos próximos meses. Isso porque a BYD projeta retomar o topo com o lançamento da quinta geração de sua tecnologia híbrida DM-i e a chegada global de novos produtos de alto volume.
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