Desde 2015, o trem da série L0, da Central Japan Railway Company , ostenta o título de trem mais rápido do mundo. Naquele ano, o comboio de levitação magnética (maglev) cravou 603 km/h na linha de testes de Yamanashi e entrou para o Guinness. O número, porém, veio de ensaios: a linha comercial Chuo Shinkansen, que ligará Tóquio a Nagoya, acumula atrasos e só deve abrir em 2037. Ainda assim, quem quiser não precisa esperar tanto para andar no L0 — há um “atalho” aberto ao público.
Foto: Photonetwork
O recordista em operação regular é o maglev de Xangai, na China, que chega a 431 km/h no curto trajeto entre o aeroporto e o distrito de Pudong. O segredo da tecnologia está na ausência de contato físico: o trem literalmente flutua sobre uma guia magnética, o que elimina o atrito. No caso japonês, o L0 usa rodas apenas abaixo de 150 km/h; acima dessa marca, o campo magnético o eleva cerca de 10 centímetros do solo. Ele voa mais alto que o trem chinês de propósito, como margem de segurança contra deformações nos trilhos em caso de terremoto — algo recorrente no Japão.
Um desafio técnico constante é o superaquecimento dos eletroímãs. Para contorná-lo, o projeto japonês recorre a um sistema de resfriamento com hélio e nitrogênio líquidos. A engenharia sofisticada, no entanto, tem preço: o custo da obra saltou de 5,52 trilhões de ienes (US$ 34 bilhões) para cerca de 11 trilhões de ienes (US$ 68 bilhões, ou aproximadamente R$ 355 bilhões), por causa da alta dos materiais e das dificuldades de construção em terrenos acidentados.
Foto: Digipub
Enquanto a linha comercial não sai do papel, os apaixonados por ferrovias — os “densha otaku”, como são chamados no Japão — têm o tal atalho: a JR Central promove corridas de demonstração esporádicas, sem calendário fixo, com vagas distribuídas por sorteio. Por cerca de 4.400 ienes (aproximadamente R$ 140), é possível embarcar e sentir na pele velocidades que beiram os 500 km/h, muito além de qualquer trem convencional.
A dianteira japonesa, porém, pode não durar. No ano passado, pesquisadores do laboratório chinês Donghu, na província de Hubei, demonstraram um sistema de levitação magnética capaz de alcançar 800 km/h. Se a tecnologia vingar, a China pode colocar em operação trens mais rápidos que aviões antes mesmo de o Japão inaugurar a sua tão esperada linha.
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O recordista em operação regular é o maglev de Xangai, na China, que chega a 431 km/h no curto trajeto entre o aeroporto e o distrito de Pudong. O segredo da tecnologia está na ausência de contato físico: o trem literalmente flutua sobre uma guia magnética, o que elimina o atrito. No caso japonês, o L0 usa rodas apenas abaixo de 150 km/h; acima dessa marca, o campo magnético o eleva cerca de 10 centímetros do solo. Ele voa mais alto que o trem chinês de propósito, como margem de segurança contra deformações nos trilhos em caso de terremoto — algo recorrente no Japão.
Um desafio técnico constante é o superaquecimento dos eletroímãs. Para contorná-lo, o projeto japonês recorre a um sistema de resfriamento com hélio e nitrogênio líquidos. A engenharia sofisticada, no entanto, tem preço: o custo da obra saltou de 5,52 trilhões de ienes (US$ 34 bilhões) para cerca de 11 trilhões de ienes (US$ 68 bilhões, ou aproximadamente R$ 355 bilhões), por causa da alta dos materiais e das dificuldades de construção em terrenos acidentados.
Foto: Digipub
Enquanto a linha comercial não sai do papel, os apaixonados por ferrovias — os “densha otaku”, como são chamados no Japão — têm o tal atalho: a JR Central promove corridas de demonstração esporádicas, sem calendário fixo, com vagas distribuídas por sorteio. Por cerca de 4.400 ienes (aproximadamente R$ 140), é possível embarcar e sentir na pele velocidades que beiram os 500 km/h, muito além de qualquer trem convencional.
A dianteira japonesa, porém, pode não durar. No ano passado, pesquisadores do laboratório chinês Donghu, na província de Hubei, demonstraram um sistema de levitação magnética capaz de alcançar 800 km/h. Se a tecnologia vingar, a China pode colocar em operação trens mais rápidos que aviões antes mesmo de o Japão inaugurar a sua tão esperada linha.
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