Notícia Um motor por roda e fim da fibra de carbono: os segredos do novo BMW M3

A BMW trabalha na redefinição de sua divisão esportiva com o desenvolvimento da versão de alta performance da plataforma Neue Klasse. O futuro sedã, sucessor espiritual do atual M3, apostará em uma configuração radical de quatro motores elétricos — um para cada roda — gerenciados por uma nova arquitetura de software centralizada, batizada pela marca de Heart of Joy (“Coração da Alegria”).

Diferente dos sistemas atuais, que separam o controle do motor e a estabilidade, essa nova ECU unifica o gerenciamento de chassi e propulsão. Na prática, isso permite modular o torque em milissegundos de forma independente em cada roda. O sistema é capaz de desacoplar o eixo dianteiro sob demanda, oferecendo a purista tração traseira ou uma tração integral com vetorização de torque extremamente precisa.

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Bateria exclusiva para a divisão M


Para suportar o rigor de uso em pista, a BMW não utilizará as mesmas baterias dos modelos comuns. O esportivo terá uma química de células exclusiva e um sistema de resfriamento aprimorado, montados em uma arquitetura de 800 volts. O objetivo é garantir que a entrega de potência máxima seja constante, sem a degradação de performance comum em elétricos quando a bateria aquece.

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A construção também marca uma ruptura com o passado recente. A caixa de bateria passa a fazer parte da estrutura do chassi, aumentando a rigidez torcional. Além disso, a marca está substituindo a famosa fibra de carbono (CFRP) por compósitos de fibra natural e materiais reciclados, visando reduzir em 40% a pegada de carbono da produção.

Enquanto a versão convencional do sedã Neue Klasse deve entrar em produção em Munique em 2026, a variante de alta performance da divisão M deve chegar ao mercado global apenas em 2027, posicionando-se como o ápice tecnológico da nova fase da montadora.

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