O Japão acabou eliminado pela Seleção Brasileira, na última segunda-feira (29), durante a fase de 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026. Uma vitória dura da seleção canarinho, que já sabia das dificuldades do enfrentamento. O triunfo chegou às redes sociais e extrapolou o âmbito do futebol para memes (piadas) feitos com animes e outras pontualidades culturais entre as nações, que, no universo das motos, também existem.
Por mais que o Brasil comercialize, em sua esmagadora maioria, motos de fabricantes de origem japonesa, o Japão também leva vantagem em outro aspecto: nas subdivisões para autorização da condução de motocicletas.
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Diferentemente do Brasil, que habilita todos os condutores da categoria A a pilotarem qualquer motocicleta, uma vez que as menores de 50 cm³ por aqui são chamadas de ciclomotores, o Japão adota um sistema escalonado de habilitação. Na prática, o motociclista precisa obter uma licença específica para cada faixa de motocicletas, conforme a potência e a categoria do veículo.
Ao todo, são quatro categorias de habilitação para motocicletas:
As normas japonesas se mostram atualizadas (Foto: Agência Nacional de Polícia do Japão)
Segundo em documento da Agência Nacional de Polícia do Japão, um dos órgãos regulamentadores do trânsito no país, a motivação é clara e tem por base estudos de segurança. O último relatório de atualização da regra no país aponta que:
Diante disso, o Japão apresenta um índice de mortalidade para acidentes de motos bem inferior a outros países, como o Brasil. Enquanto por aqui cerca 40% das mortes no trânsito vêm por acidentes de moto, no Japão é a metade, 20%, aponta o Perfis de Segurança Viária por País – Japão 2025,
Ao contrário do que muitos imaginam, o sistema japonês não exige que o motociclista passe obrigatoriamente por todas as categorias antes de chegar à habilitação para motos de maior cilindrada. Desde que cumpra a idade mínima exigida e seja aprovado nos exames, o candidato pode obter diretamente uma licença superior.
Na prática, um jovem de 18 anos pode conquistar a habilitação Ōgata Nirin, que permite conduzir motocicletas de qualquer cilindrada, sem a necessidade de passar previamente pelas categorias de até 125 cm³ ou 400 cm³.
Por outro lado, a legislação também não permite uma progressão automática. Para mudar de categoria, o motociclista deve obter uma nova habilitação específica, realizando treinamento em uma autoescola credenciada — ou prestando os exames diretamente nos centros de habilitação — e sendo aprovado nas avaliações práticas correspondentes à categoria desejada.
Dessa forma, a evolução do condutor não depende de um tempo mínimo de experiência ao guidão, mas sim da demonstração de habilidade técnica exigida para cada tipo de motocicleta.
Outro diferencial do Japão está no processo de formação dos motociclistas. Além da divisão por categorias, os candidatos passam por um treinamento bastante criterioso antes de receberem a licença.
As aulas práticas incluem exercícios de frenagem de emergência, controle da motocicleta em baixa velocidade, curvas, desvio de obstáculos e equilíbrio sobre uma estreita prancha elevada — conhecida como ipponbashi, considerada uma das provas mais desafiadoras da habilitação japonesa.
Somente após a aprovação em todas as etapas o candidato recebe a autorização para conduzir motocicletas dentro da categoria para a qual foi habilitado.
No Brasil, a realidade é bastante diferente. A categoria A da Carteira Nacional de Habilitação permite conduzir motocicletas, motonetas e triciclos motorizados, todos acima de 50 cm³. Isso significa que um motociclista recém-habilitado pode, legalmente, pilotar desde uma motocicleta de baixa cilindrada até uma esportiva com mais de 1.000 cm³.
Além disso, as recentes alterações oriundas da Resolução Contran Nº 1020, de 1º de Dezembro de 2025, afrouxaram ainda mais a forma de obter a Carteira Nacional de Habilitação. Os exames dos Detrans estaduais que contavam com rampas, crianças, slalom e curvas acentuadas foram reduzidos a movimentos simples de curvas e rotatórias e paradas obrigatórias, como é o caso de São Paulo.
Outro ponto é que, embora a formação brasileira também exija aulas teóricas, práticas e exames, não existe uma progressão obrigatória por potência da motocicleta nem a necessidade de conquistar novas categorias ao longo da vida do condutor.
Enquanto o Brasil aposta em uma única habilitação para todas as motocicletas, o Japão exige que o motociclista comprove com mais afinco a capacidade técnica específica para cada categoria de veículo que pretende conduzir.
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Por mais que o Brasil comercialize, em sua esmagadora maioria, motos de fabricantes de origem japonesa, o Japão também leva vantagem em outro aspecto: nas subdivisões para autorização da condução de motocicletas.
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Níveis de CNH no Japão
Diferentemente do Brasil, que habilita todos os condutores da categoria A a pilotarem qualquer motocicleta, uma vez que as menores de 50 cm³ por aqui são chamadas de ciclomotores, o Japão adota um sistema escalonado de habilitação. Na prática, o motociclista precisa obter uma licença específica para cada faixa de motocicletas, conforme a potência e a categoria do veículo.
Ao todo, são quatro categorias de habilitação para motocicletas:
- Gentsuki (Ciclomotores): destinada a veículos de até 50 cm³. Permite conduzir pequenas scooters e ciclomotores e tem idade mínima de 16 anos para ser adquirida.
- Kogata Nirin (Motocicletas Pequenas): autoriza a condução de motos de até 125 cm³. Existe habilitação específica para motocicletas automáticas (AT) e outra para modelos com câmbio manual (MT).
- Futsū Nirin (Motocicletas Médias): válida para motos de até 400 cm³, também com distinção entre transmissão automática e manual.
- Ōgata Nirin (Motocicletas Grandes): permite pilotar motocicletas de qualquer tamanho, sem limite de potência.
As normas japonesas se mostram atualizadas (Foto: Agência Nacional de Polícia do Japão)
Segundo em documento da Agência Nacional de Polícia do Japão, um dos órgãos regulamentadores do trânsito no país, a motivação é clara e tem por base estudos de segurança. O último relatório de atualização da regra no país aponta que:
Foi confirmado que, devido ao controle da aceleração, os novos ciclomotores podem ser conduzidos com facilidade e segurança em nível equivalente aos ciclomotores atuais por pessoas que possuem as habilidades exigidas para a licença de ciclomotor”, afirma o documento.
Diante disso, o Japão apresenta um índice de mortalidade para acidentes de motos bem inferior a outros países, como o Brasil. Enquanto por aqui cerca 40% das mortes no trânsito vêm por acidentes de moto, no Japão é a metade, 20%, aponta o Perfis de Segurança Viária por País – Japão 2025,
Como funciona a mudança de categoria?
Ao contrário do que muitos imaginam, o sistema japonês não exige que o motociclista passe obrigatoriamente por todas as categorias antes de chegar à habilitação para motos de maior cilindrada. Desde que cumpra a idade mínima exigida e seja aprovado nos exames, o candidato pode obter diretamente uma licença superior.
Na prática, um jovem de 18 anos pode conquistar a habilitação Ōgata Nirin, que permite conduzir motocicletas de qualquer cilindrada, sem a necessidade de passar previamente pelas categorias de até 125 cm³ ou 400 cm³.
Por outro lado, a legislação também não permite uma progressão automática. Para mudar de categoria, o motociclista deve obter uma nova habilitação específica, realizando treinamento em uma autoescola credenciada — ou prestando os exames diretamente nos centros de habilitação — e sendo aprovado nas avaliações práticas correspondentes à categoria desejada.
Dessa forma, a evolução do condutor não depende de um tempo mínimo de experiência ao guidão, mas sim da demonstração de habilidade técnica exigida para cada tipo de motocicleta.
A formação de motociclistas no Japão é mais rigorosa
Outro diferencial do Japão está no processo de formação dos motociclistas. Além da divisão por categorias, os candidatos passam por um treinamento bastante criterioso antes de receberem a licença.
As aulas práticas incluem exercícios de frenagem de emergência, controle da motocicleta em baixa velocidade, curvas, desvio de obstáculos e equilíbrio sobre uma estreita prancha elevada — conhecida como ipponbashi, considerada uma das provas mais desafiadoras da habilitação japonesa.
Somente após a aprovação em todas as etapas o candidato recebe a autorização para conduzir motocicletas dentro da categoria para a qual foi habilitado.
E no Brasil?
No Brasil, a realidade é bastante diferente. A categoria A da Carteira Nacional de Habilitação permite conduzir motocicletas, motonetas e triciclos motorizados, todos acima de 50 cm³. Isso significa que um motociclista recém-habilitado pode, legalmente, pilotar desde uma motocicleta de baixa cilindrada até uma esportiva com mais de 1.000 cm³.
Além disso, as recentes alterações oriundas da Resolução Contran Nº 1020, de 1º de Dezembro de 2025, afrouxaram ainda mais a forma de obter a Carteira Nacional de Habilitação. Os exames dos Detrans estaduais que contavam com rampas, crianças, slalom e curvas acentuadas foram reduzidos a movimentos simples de curvas e rotatórias e paradas obrigatórias, como é o caso de São Paulo.
Outro ponto é que, embora a formação brasileira também exija aulas teóricas, práticas e exames, não existe uma progressão obrigatória por potência da motocicleta nem a necessidade de conquistar novas categorias ao longo da vida do condutor.
Enquanto o Brasil aposta em uma única habilitação para todas as motocicletas, o Japão exige que o motociclista comprove com mais afinco a capacidade técnica específica para cada categoria de veículo que pretende conduzir.
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