Se você é daqueles que não liga para design e precisa ir do ponto A ao ponto B em um carro acessível, espaçoso e com baixo custo de manutenção, saiba que o Renault Logan foi um dos primeiros modelos com essa proposta. O sedã compacto é daqueles veículos onde a razão supera em muito a emoção.
O modelo, que nasceu sob a batuta da romena Dacia, chegou ao Brasil com o emblema da Renault. Aqui, inaugurou no Brasil uma categoria peculiar: a dos sedãs compactos-médios, ou seja, preço de compacto, só que com espaço e porta-malas superiores.
VEJA TAMBÉM:
Com o DNA focado em baixo custo de manutenção e espaço de sobra, o Renault Logan segue com esta racionalidade no mercado de usados. Tanto que se tornou o queridinho de famílias e motoristas de aplicativo.
Veja agora 10 fatos sobre o Renault Logan.
O Logan foi apresentado pela primeira vez no estande da Dacia durante o Salão do Automóvel de Paris de 2004. A proposta já era clara: ser um carro de baixo custo e acessível.
No próprio autoshow francês, o sedã da marca romena pertencente à Renault foi confirmado pela empresa para o Brasil.
Linhas quadradas priorizavam espaço interno
Aqui, foi lançado em 2007 com o losango da Renault e visual que dividia opiniões: linhas muito retas e estilo “quadradão” em nome dos custos de produção. Porém, o que faltava em design elaborado, sobrava em praticidade.
Ao longo dos anos, o modelo produzido em São José dos Pinhais (PR) sobre a plataforma B0 passou por várias atualizações. As mais importantes:
Em 2024, o Logan deixou de ser produzido pela Renault no Brasil. Em 17 anos de mercado, foram mais de 430 mil unidades fabricadas por aqui.
Linhas quadradas priorizavam espaço interno
Após críticas, modelo sofreu discreta reestilização
Primeira grande mudança foi em 2014
'Última leva' do Logan é a mais indicada
A chegada do Renault Logan atiçou o mercado. Afinal, era um sedã com preço de compacto, mas com entre-eixos de médio e porta-malas maior em relação à categoria.
Logo, várias fabricantes rivais se mexeram. No começo dos anos 2010, a General Motors lançou o Cobalt, a Nissan trouxe o Versa e a Fiat apresentou o Grand Siena. Todos com a mesma lógica de sedãs racionais, espaçosos e simples.
Em toda a sua trajetória o Renault Logan sempre se valeu de motores 1.0 e 1.6. Mas alguns detalhes sob o capô mudaram bastante ao longo dessas quase duas décadas de história do três-volumes.
Os primeiros motores 16V Hi-Flex passaram a conviver com o robusto 1.6 8V Hi-Torque (famoso pela força em baixas rotações) logo após o lançamento, em 2007. Depois, o 1.6 16V saiu de linha e voltou como opcional, enquanto o 8V teve a potência aumentada.
Só que a grande virada veio em 2016 com a linha SCe. O motor 1.0 de três cilindros e o quatro-cilindros 1.6 16V entregaram muito mais eficiência energética e fôlego para o sedã. E até mais suavidade no rodar.
1.0 16V (até 2016)
1.6 8V (até 2012)
1.6 8V (da linha 2013 até linha 2016)
1.6 16V (até 2009 e a partir da linha 2012 como opcional até 2016)
1.0 12V (da linha 2017 até 2024)
1.6 16V (da linha 2017 até 2024)
Se você faz questão de conforto e não quer saber mais de carro com câmbio manual, atenção. No Renault Logan, prefira as versões com caixa continuamente variável CVT, lançadas a partir de 2019.
Sim, é um alerta ao estilo “Globo Repórter”. As primeiras opções automáticas do três-volumes foram com a caixa DP0, com apenas quatro marchas, bastante imprecisa e que depõe contra o consumo.
Porém, evite mesmo as versões equipadas com o câmbio Easy’R (automatizado de embreagem simples). Assim como seus “primos” Dualogic, Easytronic e i-Motion, ele é conhecido por trancos e manutenção complexa. Até as versões manuais são escolhas bem mais seguras.
O maior argumento de venda do Renault Logan é, sem dúvida, o espaço. Com um entre-eixos de 2,63 metros, ele deixava muitos sedãs modernos e minivans no chinelo. Três adultos viajam atrás sem aperto excessivo, e no porta-malas de 510 litros cabe de tudo e mais um pouco.
Só não espere luxo. O Renault Logan é um carro low cost na sua essência. Nas primeiras versões, o plástico rígido e as rebarbas são comuns. O acabamento melhorou na segunda geração (pós-2014), com detalhes em preto brilhante e central multimídia, mas a simplicidade dita as regras no habitáculo.
Dirigir um Renault Logan das antigas pode ser uma experiência curiosa. Alguns motoristas relatam a sensação de “abraçar um urso” devido ao ângulo do volante em relação ao banco do condutor.
A ergonomia também tem seus pecados, como botões de vidros elétricos no console central (corrigido após 2010). Felizmente, os modelos mais novos (2019 a 2024) corrigiram parte dessas falhas, como bancos mais densos e volante com melhor pegada.
Vamos de Renault Logan Iconic ano 2020, já da última leva, com motor 1.6 mais moderno e câmbio CVT. Na KBB Brasil, o modelo tem Preço Médio de Revendedor de R$ 57.363 (apurado na primeira semana de maio de 2026).
Na parte de segurança, entrega controles de estabilidade e tração, assistente à subida em rampas, quatro airbags, câmera de ré, sensor de estacionamento traseiro, luzes de condução diurnas e Isofix para cadeirinhas.
Renault Logan Iconic tem bom pacote de itens de série (Foto: Alexandre Carneiro | AutoPapo)
Nesta fase, o Logan também traz a central Media Evolution, com tela de 7”. Apesar de datado, o sistema multimídia é intuitivo, permite conexão com Android Auto e Apple CarPlay e tem Bluetooth e tomada USB.
Completam o pacote do Logan Iconic 2020 ar-condicionado automático, bancos de couro, sensores de luminosidade e de chuva, trio elétrico, capô sustentado por mola a gás, start stop do motor, encosto traseiro rebatível e bipartido, volante com ajuste de altura e controle de cruzeiro.
Com base no Logan 2020 com motor SCe e câmbio CVT, veja os preços de alguns componentes do sedã da Renault.
Depoimentos em grupos de discussão de donos do Logan e registros no site do Reclame Aqui mostram que as principais críticas ao sedã recaem sobre o acabamento. Há muitas queixas de barulhos internos e peças que se soltam com facilidade na cabine.
Mas fique de olho também na mecânica. Muitos relatos falam de rigidez na direção e falhas no motor de partida. E quanto aos motores SCe, consumo elevado de óleo e falhas no corpo de borboleta.
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O modelo, que nasceu sob a batuta da romena Dacia, chegou ao Brasil com o emblema da Renault. Aqui, inaugurou no Brasil uma categoria peculiar: a dos sedãs compactos-médios, ou seja, preço de compacto, só que com espaço e porta-malas superiores.
VEJA TAMBÉM:
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- Eleição, guerra e copa: preço do carro usado vai cair?
Com o DNA focado em baixo custo de manutenção e espaço de sobra, o Renault Logan segue com esta racionalidade no mercado de usados. Tanto que se tornou o queridinho de famílias e motoristas de aplicativo.
Veja agora 10 fatos sobre o Renault Logan.
1. Como surgiu o Renault Logan
O Logan foi apresentado pela primeira vez no estande da Dacia durante o Salão do Automóvel de Paris de 2004. A proposta já era clara: ser um carro de baixo custo e acessível.
No próprio autoshow francês, o sedã da marca romena pertencente à Renault foi confirmado pela empresa para o Brasil.
Linhas quadradas priorizavam espaço interno
2. Logan dividiu opiniões no Brasil
Aqui, foi lançado em 2007 com o losango da Renault e visual que dividia opiniões: linhas muito retas e estilo “quadradão” em nome dos custos de produção. Porém, o que faltava em design elaborado, sobrava em praticidade.
Ao longo dos anos, o modelo produzido em São José dos Pinhais (PR) sobre a plataforma B0 passou por várias atualizações. As mais importantes:
- 2010: a primeira reestilização suavizou as linhas e trouxe um ar levemente mais jovem
- 2014: segunda geração, com a arquitetura M0, entrega design mais refinado e moderno
- 2019: o último grande tapa no visual trouxe luzes diurnas de LEDs e a aguardada opção de câmbio CVT
Em 2024, o Logan deixou de ser produzido pela Renault no Brasil. Em 17 anos de mercado, foram mais de 430 mil unidades fabricadas por aqui.
Linhas quadradas priorizavam espaço interno
Após críticas, modelo sofreu discreta reestilização
Primeira grande mudança foi em 2014
'Última leva' do Logan é a mais indicada
3. Na esteira do Renault Logan
A chegada do Renault Logan atiçou o mercado. Afinal, era um sedã com preço de compacto, mas com entre-eixos de médio e porta-malas maior em relação à categoria.
Logo, várias fabricantes rivais se mexeram. No começo dos anos 2010, a General Motors lançou o Cobalt, a Nissan trouxe o Versa e a Fiat apresentou o Grand Siena. Todos com a mesma lógica de sedãs racionais, espaçosos e simples.
4. Motorizações
Em toda a sua trajetória o Renault Logan sempre se valeu de motores 1.0 e 1.6. Mas alguns detalhes sob o capô mudaram bastante ao longo dessas quase duas décadas de história do três-volumes.
Os primeiros motores 16V Hi-Flex passaram a conviver com o robusto 1.6 8V Hi-Torque (famoso pela força em baixas rotações) logo após o lançamento, em 2007. Depois, o 1.6 16V saiu de linha e voltou como opcional, enquanto o 8V teve a potência aumentada.
Só que a grande virada veio em 2016 com a linha SCe. O motor 1.0 de três cilindros e o quatro-cilindros 1.6 16V entregaram muito mais eficiência energética e fôlego para o sedã. E até mais suavidade no rodar.
Confira as motorizações disponíveis e os números do Renault Logan:
1.0 16V (até 2016)
- Potência: 77/76 cv a 5.850 rpm
- Torque: 10,1/9,9 kgfm a 4.300 rpm
1.6 8V (até 2012)
- Potência: 95/92 cv a 5.250 rpm
- Torque: 14,1/13,7 kgfm a 2.850 rpm
1.6 8V (da linha 2013 até linha 2016)
- Potência: 106/98 cv a 5.250 rpm
- Torque: 15,5/14,5 kgfm a 2.850 rpm
1.6 16V (até 2009 e a partir da linha 2012 como opcional até 2016)
- Potência: 112/107 cv a 5.750 rpm
- Torque: 15,5/15,1 kgfm a 3.750 rpm
1.0 12V (da linha 2017 até 2024)
- Potência: 82/79 cv a 6.300 rpm
- Torque: 10,5/10,2 kgfm a 3.500 rpm
1.6 16V (da linha 2017 até 2024)
- Potência: 118/115 cv a 5.500 rpm
- Torque: 16 kgfm a 4.000 rpm
5. Câmbio automático: o que vale e o que não vale
Se você faz questão de conforto e não quer saber mais de carro com câmbio manual, atenção. No Renault Logan, prefira as versões com caixa continuamente variável CVT, lançadas a partir de 2019.
Sim, é um alerta ao estilo “Globo Repórter”. As primeiras opções automáticas do três-volumes foram com a caixa DP0, com apenas quatro marchas, bastante imprecisa e que depõe contra o consumo.
Porém, evite mesmo as versões equipadas com o câmbio Easy’R (automatizado de embreagem simples). Assim como seus “primos” Dualogic, Easytronic e i-Motion, ele é conhecido por trancos e manutenção complexa. Até as versões manuais são escolhas bem mais seguras.
6. Espaço e acabamento
O maior argumento de venda do Renault Logan é, sem dúvida, o espaço. Com um entre-eixos de 2,63 metros, ele deixava muitos sedãs modernos e minivans no chinelo. Três adultos viajam atrás sem aperto excessivo, e no porta-malas de 510 litros cabe de tudo e mais um pouco.
Só não espere luxo. O Renault Logan é um carro low cost na sua essência. Nas primeiras versões, o plástico rígido e as rebarbas são comuns. O acabamento melhorou na segunda geração (pós-2014), com detalhes em preto brilhante e central multimídia, mas a simplicidade dita as regras no habitáculo.
7. Posição de dirigir
Dirigir um Renault Logan das antigas pode ser uma experiência curiosa. Alguns motoristas relatam a sensação de “abraçar um urso” devido ao ângulo do volante em relação ao banco do condutor.
A ergonomia também tem seus pecados, como botões de vidros elétricos no console central (corrigido após 2010). Felizmente, os modelos mais novos (2019 a 2024) corrigiram parte dessas falhas, como bancos mais densos e volante com melhor pegada.
8. Nossa dica de Renault Logan
Vamos de Renault Logan Iconic ano 2020, já da última leva, com motor 1.6 mais moderno e câmbio CVT. Na KBB Brasil, o modelo tem Preço Médio de Revendedor de R$ 57.363 (apurado na primeira semana de maio de 2026).
Na parte de segurança, entrega controles de estabilidade e tração, assistente à subida em rampas, quatro airbags, câmera de ré, sensor de estacionamento traseiro, luzes de condução diurnas e Isofix para cadeirinhas.
Renault Logan Iconic tem bom pacote de itens de série (Foto: Alexandre Carneiro | AutoPapo)
Nesta fase, o Logan também traz a central Media Evolution, com tela de 7”. Apesar de datado, o sistema multimídia é intuitivo, permite conexão com Android Auto e Apple CarPlay e tem Bluetooth e tomada USB.
Completam o pacote do Logan Iconic 2020 ar-condicionado automático, bancos de couro, sensores de luminosidade e de chuva, trio elétrico, capô sustentado por mola a gás, start stop do motor, encosto traseiro rebatível e bipartido, volante com ajuste de altura e controle de cruzeiro.
9. Manutenção
Com base no Logan 2020 com motor SCe e câmbio CVT, veja os preços de alguns componentes do sedã da Renault.
- Jogo com quatro pastilhas do freio dianteiro: de R$ 210 a R$ 350
- Jogo com quatro velas de ignição: de R$ 120 a R$ 230
- Bomba de combustível: de R$ 350 a R$ 470
- Kit troca de óleo (4 litros 10w40 + filtro): de R$ 280 a R$ 400
- Amortecedor traseiro (par): de R$ 450 a R$ 620
- Para-choque traseiro: de R$ 300 a R$ 440
- Farol direito: de R$ 520 a R$ 800
10. Principais problemas do Renault Logan
Depoimentos em grupos de discussão de donos do Logan e registros no site do Reclame Aqui mostram que as principais críticas ao sedã recaem sobre o acabamento. Há muitas queixas de barulhos internos e peças que se soltam com facilidade na cabine.
Mas fique de olho também na mecânica. Muitos relatos falam de rigidez na direção e falhas no motor de partida. E quanto aos motores SCe, consumo elevado de óleo e falhas no corpo de borboleta.
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