A Peugeot sempre se destacou pelo design de seus automóveis, carregados de personalidade e o primeiro 208, vendido entre 2013 e 2020, foi um exemplo prático. O carro trazia estilo fora do convencional para o segmento, algo que marcou também seus antecessores 206 e 207.
Só que o hatch está longe de ser só um carro bonito. O Peugeot 208 ainda apresenta qualidades na dirigibilidade e no acabamento interno. Fora o fato de que essa geração inicial do hatch compacto ainda teve uma variante esportiva divertida.
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Vamos agora aos 9 fatos sobre o Peugeot 208 anos 2013 a 2020.
A primeira geração do Peugeot 208 foi lançada na Europa em 2012 e chegou ao Brasil em 2013. Produzido na planta da então PSA Peugeot Citroën em Porto Real (RJ), chamou a atenção justamente pelo design marcante, mas também pela experiência ao volante.
O Peugeot 208 substituiu o 207, mas com um projeto totalmente novo, plataforma mais moderna e alinhado ao padrão europeu. A arquitetura PF1 recebeu reforços estruturais e melhorias de isolamento acústico, o que elevou o nível de refinamento e dirigibilidade do hatch.
Ao longo de sua trajetória, o 208 recebeu diversas versões – Active, Allure, Griffe, Sport e a esportiva GT – além de motores 1.2, 1.5 e 1.6. Com o 1.2 Puretech de três cilindros importado da França, o hatch chegou a ser o carro mais econômico do país pelo ciclo PBEV.
Em 2016, passou por uma reestilização que atualizou grade, para-choques e equipamentos. No embalo, o Peugeot 208 estreou novas configurações, com direito à GT com motor turbo. Depois disso, o compacto ainda teve séries, como inConcert e Urbantech.
Primeira 'leva' foi de 2013 a 2016
Compacto passou por um discreto face-lift em 2016
Em 2020, o “velho” Peugeot 208 deixou de ser feito no Brasil. A segunda geração do carro foi lançada em setembro daquele ano, só que importada da Argentina.
O design foi um dos pontos mais elogiados desde o lançamento do 208. As linhas fluídas, a dianteira com grade marcante e as lanternas traseiras com formato inspirado em “garras de leão” deram ao 208 uma identidade visual forte e moderna.
As proporções também ajudavam: 3,96 metros de comprimento e 1,73 m de largura reforçam uma proposta mais arrojada. Ou seja: um conjunto que transmite esportividade e elegância, longe do lugar-comum dos hatches compactos da época.
No mercado brasileiro, o modelo se destacou pelo posicionamento “mais acima” entre os hatches, mas não só pelo design elaborado. O bom pacote de equipamentos e o acabamento superior aos rivais também contribuíram para ele ser inserido naquela chamada categoria dos compactos “premium”.
O interior do 208, inclusive, é meio que considerado um divisor de águas no segmento. Foi com ele que a Peugeot introduziu o i-Cockpit, com quadro de instrumentos elevado e volante pequeno destacado do painel, criando uma posição de dirigir diferentona e mais esportiva.
Além disso, o acabamento utiliza materiais de melhor qualidade que a média dos compactos nacionais (até mesmo atuais), com texturas agradáveis ao toque, montagem caprichada e visual moderno.
O motor 1.5 8V equipou as versões de entrada do Peugeot 208 no lugar do 1.2 Puretech. Embora simples, os 93 cv com etanol e 89 cv, com gasolina, entregam desempenho adequado para o uso urbano, com respostas lineares e consumo competitivo.
O conjunto ainda se beneficia do baixo peso do carro e da boa calibração do câmbio manual. Desta forma, oferece dirigibilidade agradável no dia a dia na cidade e permite umas esticadas na estrada sem fazer feio.
O 0 a 100 km/h, de qualquer forma, não é nenhuma maravilha e fica na casa dos 11 segundos. Já o consumo urbano é de 8 km/l com etanol e de 11,6 km/l, com gasolina.
O motor 1.6 16V era o mais equilibrado da linha 208. Com mais potência e elasticidade (122 cv e 115 cv), proporciona acelerações mais vigorosas e maior segurança em ultrapassagens. O 0-100 km/h, por exemplo, fica abaixo dos 10 segundos.
O consumo na cidade é de 7,1 km/l com etanol. Com gasolina, são 10,6 km/l.
As versões com câmbio automático são até indicadas, mas só nos modelos após a reestilização de 2016. Foi quando o conjunto recebeu melhorias e passou a ter seis marchas, em vez das quatro da criticada caixa AL4.
Ponteiras duplas, rodas aro 17 e um pequeno aerofólio completavam o visual do 208 GT
Peugeot 208
O Peugeot 208 GT foi o ápice esportivo da primeira geração do Peugeot 208. Equipada com o famoso motor 1.6 THP, proporciona desempenho muito superior ao restante da linha, com potência de 173 cv com etanol e de 166 cv, com gasolina.
O câmbio manual de seis marchas com alavanca com curso curto e engates mais durinhos ditam o tom. E o 0 a 100 km/h em 7,6 segundos agregam uma aura de hot hatch a esta opção mais nervosa do primeiro 208.
Além do motor turbo, o Peugeot 208 GT traz design com detalhes exclusivos, suspensão mais firme, rodas maiores (aro 17”) e interior com detalhes esportivos.
Embora seja um carro muito econômico, o Peugeot 208 1.2 Puretech é conhecido no mercado de carros usados pela sua manutenção cara. Além disso, esse motor está dando muita dor de cabeça até hoje para a Stellantis na Europa por um motivo que os brasileiros já estão temendo aqui: ele é equipado com uma correia dentada banhada a óleo.
Quando o 208 1.2 foi lançado, ele foi avaliado pelo AutoPapo:
O 208 nunca foi um carro muito espaçoso. O conceito de i-Cockpit e o entre-eixos de 2,54 m acabam por cobrar a conta na cabine. Na frente, os bancos oferecem bom apoio, a ergonomia é boa, mas não há muitas folgas para joelhos.
No banco traseiro, pessoas com mais de 1,80 m tendem a raspar a cabeça e o espaço para joelhos é limitado. Um terceiro passageiro ali só em viagens rápidas. O porta-malas é tímido, com 285 litros de capacidade.
A suspensão tem acerto que prioriza o conforto, sem comprometer a estabilidade. Já o isolamento acústico era (e ainda é) acima da média para o segmento.
Apesar da injusta má fama dos Peugeot, o 208 não é um carro dramático de se manter. Veja os preços de componentes das versões 1.6 16V da primeira geração do hatch compacto.
Em fóruns com donos de Peugeot 208, depoimentos no site do Reclame Aqui e reportagens da época, são comuns as queixas acerca de desgaste prematuro de pastilhas de freio e trepidação excessiva ao acionar o pedal da embreagem.
E tem aquele drama dos Peugeot em relação à suspensão. As principais reclamações falam de vazamentos no sistema e dos amortecedores com perda precoce de pressão.
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Só que o hatch está longe de ser só um carro bonito. O Peugeot 208 ainda apresenta qualidades na dirigibilidade e no acabamento interno. Fora o fato de que essa geração inicial do hatch compacto ainda teve uma variante esportiva divertida.
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- Peugeot 208 GT é o hatch mais divertido do mercado
- Peugeot 206: ‘zoeira’ na internet é injustiça com hatch?
Vamos agora aos 9 fatos sobre o Peugeot 208 anos 2013 a 2020.
1. Trajetória do Peugeot 208
A primeira geração do Peugeot 208 foi lançada na Europa em 2012 e chegou ao Brasil em 2013. Produzido na planta da então PSA Peugeot Citroën em Porto Real (RJ), chamou a atenção justamente pelo design marcante, mas também pela experiência ao volante.
O Peugeot 208 substituiu o 207, mas com um projeto totalmente novo, plataforma mais moderna e alinhado ao padrão europeu. A arquitetura PF1 recebeu reforços estruturais e melhorias de isolamento acústico, o que elevou o nível de refinamento e dirigibilidade do hatch.
Ao longo de sua trajetória, o 208 recebeu diversas versões – Active, Allure, Griffe, Sport e a esportiva GT – além de motores 1.2, 1.5 e 1.6. Com o 1.2 Puretech de três cilindros importado da França, o hatch chegou a ser o carro mais econômico do país pelo ciclo PBEV.
Em 2016, passou por uma reestilização que atualizou grade, para-choques e equipamentos. No embalo, o Peugeot 208 estreou novas configurações, com direito à GT com motor turbo. Depois disso, o compacto ainda teve séries, como inConcert e Urbantech.
Primeira 'leva' foi de 2013 a 2016
Compacto passou por um discreto face-lift em 2016
Em 2020, o “velho” Peugeot 208 deixou de ser feito no Brasil. A segunda geração do carro foi lançada em setembro daquele ano, só que importada da Argentina.
2. Design diferenciado
O design foi um dos pontos mais elogiados desde o lançamento do 208. As linhas fluídas, a dianteira com grade marcante e as lanternas traseiras com formato inspirado em “garras de leão” deram ao 208 uma identidade visual forte e moderna.
As proporções também ajudavam: 3,96 metros de comprimento e 1,73 m de largura reforçam uma proposta mais arrojada. Ou seja: um conjunto que transmite esportividade e elegância, longe do lugar-comum dos hatches compactos da época.
3. Acabamento interno
No mercado brasileiro, o modelo se destacou pelo posicionamento “mais acima” entre os hatches, mas não só pelo design elaborado. O bom pacote de equipamentos e o acabamento superior aos rivais também contribuíram para ele ser inserido naquela chamada categoria dos compactos “premium”.
O interior do 208, inclusive, é meio que considerado um divisor de águas no segmento. Foi com ele que a Peugeot introduziu o i-Cockpit, com quadro de instrumentos elevado e volante pequeno destacado do painel, criando uma posição de dirigir diferentona e mais esportiva.
Além disso, o acabamento utiliza materiais de melhor qualidade que a média dos compactos nacionais (até mesmo atuais), com texturas agradáveis ao toque, montagem caprichada e visual moderno.
4. Peugeot 208 1.5 8V
O motor 1.5 8V equipou as versões de entrada do Peugeot 208 no lugar do 1.2 Puretech. Embora simples, os 93 cv com etanol e 89 cv, com gasolina, entregam desempenho adequado para o uso urbano, com respostas lineares e consumo competitivo.
O conjunto ainda se beneficia do baixo peso do carro e da boa calibração do câmbio manual. Desta forma, oferece dirigibilidade agradável no dia a dia na cidade e permite umas esticadas na estrada sem fazer feio.
O 0 a 100 km/h, de qualquer forma, não é nenhuma maravilha e fica na casa dos 11 segundos. Já o consumo urbano é de 8 km/l com etanol e de 11,6 km/l, com gasolina.
5. Peugeot 208 1.6 16V
O motor 1.6 16V era o mais equilibrado da linha 208. Com mais potência e elasticidade (122 cv e 115 cv), proporciona acelerações mais vigorosas e maior segurança em ultrapassagens. O 0-100 km/h, por exemplo, fica abaixo dos 10 segundos.
O consumo na cidade é de 7,1 km/l com etanol. Com gasolina, são 10,6 km/l.
As versões com câmbio automático são até indicadas, mas só nos modelos após a reestilização de 2016. Foi quando o conjunto recebeu melhorias e passou a ter seis marchas, em vez das quatro da criticada caixa AL4.
6. Peugeot 208 GT
Ponteiras duplas, rodas aro 17 e um pequeno aerofólio completavam o visual do 208 GT
Peugeot 208
O Peugeot 208 GT foi o ápice esportivo da primeira geração do Peugeot 208. Equipada com o famoso motor 1.6 THP, proporciona desempenho muito superior ao restante da linha, com potência de 173 cv com etanol e de 166 cv, com gasolina.
O câmbio manual de seis marchas com alavanca com curso curto e engates mais durinhos ditam o tom. E o 0 a 100 km/h em 7,6 segundos agregam uma aura de hot hatch a esta opção mais nervosa do primeiro 208.
Além do motor turbo, o Peugeot 208 GT traz design com detalhes exclusivos, suspensão mais firme, rodas maiores (aro 17”) e interior com detalhes esportivos.
7. Fuja do 208 1.2
Embora seja um carro muito econômico, o Peugeot 208 1.2 Puretech é conhecido no mercado de carros usados pela sua manutenção cara. Além disso, esse motor está dando muita dor de cabeça até hoje para a Stellantis na Europa por um motivo que os brasileiros já estão temendo aqui: ele é equipado com uma correia dentada banhada a óleo.
Quando o 208 1.2 foi lançado, ele foi avaliado pelo AutoPapo:
7. Conforto e espaço interno
O 208 nunca foi um carro muito espaçoso. O conceito de i-Cockpit e o entre-eixos de 2,54 m acabam por cobrar a conta na cabine. Na frente, os bancos oferecem bom apoio, a ergonomia é boa, mas não há muitas folgas para joelhos.
No banco traseiro, pessoas com mais de 1,80 m tendem a raspar a cabeça e o espaço para joelhos é limitado. Um terceiro passageiro ali só em viagens rápidas. O porta-malas é tímido, com 285 litros de capacidade.
A suspensão tem acerto que prioriza o conforto, sem comprometer a estabilidade. Já o isolamento acústico era (e ainda é) acima da média para o segmento.
8. Manutenção
Apesar da injusta má fama dos Peugeot, o 208 não é um carro dramático de se manter. Veja os preços de componentes das versões 1.6 16V da primeira geração do hatch compacto.
- Jogo com quatro pastilhas do freio dianteiro: de R$ 100 a R$ 140
- Jogo com quatro velas de ignição: de R$ 80 a R$ 160
- Bomba de combustível: de R$ 200 a R$ 390
- Kit troca de óleo (4 litros 0w30 + filtro): de R$ 260 a R$ 420
- Amortecedor traseiro (par): de R$ 480 a R$ 770
- Para-choque traseiro: de R$ 460 a R$ 800
- Farol direito: de R$ 1.800 a R$ 3.500
9. Principais problemas do Peugeot 208
Em fóruns com donos de Peugeot 208, depoimentos no site do Reclame Aqui e reportagens da época, são comuns as queixas acerca de desgaste prematuro de pastilhas de freio e trepidação excessiva ao acionar o pedal da embreagem.
E tem aquele drama dos Peugeot em relação à suspensão. As principais reclamações falam de vazamentos no sistema e dos amortecedores com perda precoce de pressão.
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