A montadora chinesa GAC anunciou a instalação de sua primeira fábrica no Brasil, fruto de uma parceria estratégica com a Mitsubishi Motors. A produção será concentrada no já existente complexo industrial da HPE Automotores, em Catalão, no sudeste de Goiás — unidade que atualmente responde pela montagem dos veículos da marca japonesa no Brasil.
Segundo informações apuradas pelo jornalista Jorge Moraes, o anúncio oficial da companhia detalhará o portfólio completo de veículos a serem nacionalizados, bem como o cronograma de operações da planta goiana. A manobra revela uma estratégia pragmática da GAC: em vez de erguer uma instalação do zero, a fabricante vai aproveitar uma robusta infraestrutura já existente. O complexo da HPE soma 247 mil metros quadrados de área e possui capacidade instalada para entregar até 120 mil veículos por ano, garantindo à marca chinesa a agilidade necessária para acelerar o início de suas vendas locais.
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O projeto prevê, em sua fase inicial, a montagem simplificada de veículos que vêm pré-fabricados da Ásia, com uma evolução gradual para uma linha de produção completa e independente. O aporte financeiro para viabilizar a operação é expressivo: trata-se de um investimento de R$ 6 bilhões, desenhado para que a montadora atinja, no prazo de até cinco anos, um volume robusto de 100 mil carros produzidos anualmente.
O pioneiro dessa nova fase fabril será o SUV compacto GAC GS3. Para atender às demandas e preferências do consumidor local, o utilitário esportivo sairá das linhas de montagem equipado com um motor 1.5 turbo flex. O modelo dita o tom da estratégia da GAC a longo prazo, que tem como foco principal o mercado de veículos híbridos e flex.
GAC GS3 será o primeiro modelo nacional da marca (Foto: GAC | Divulgação)
O movimento da GAC não é isolado e reforça uma nova onda de industrialização asiática no mercado brasileiro. Nos últimos anos, outras gigantes chinesas fincaram raízes produtivas no país. A BYD, atual líder em vendas de eletrificados, instalou seu complexo fabril em Camaçari, na Bahia, com foco na produção de modelos como o híbrido Song Plus e o elétrico Dolphin Mini.
Da mesma forma, a GWM assumiu a antiga fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis, no interior de São Paulo. A montadora preparou a unidade para a produção local do SUV híbrido Haval H6, amparada por um plano de investimentos de R$ 10 bilhões ao longo de dez anos.
O aquecimento do setor também atrai marcas recém-chegadas. Além das operações já consolidadas da Caoa Chery, nomes como Omoda e Jaecoo preparam terreno e sinalizam a intenção de iniciar a fabricação local de seus veículos no Brasil entre 2026 e 2030. A estratégia conjunta busca fugir das altas tarifas de importação, aproveitar benefícios fiscais do programa Mover e ampliar o alcance no mercado brasileiro.
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Segundo informações apuradas pelo jornalista Jorge Moraes, o anúncio oficial da companhia detalhará o portfólio completo de veículos a serem nacionalizados, bem como o cronograma de operações da planta goiana. A manobra revela uma estratégia pragmática da GAC: em vez de erguer uma instalação do zero, a fabricante vai aproveitar uma robusta infraestrutura já existente. O complexo da HPE soma 247 mil metros quadrados de área e possui capacidade instalada para entregar até 120 mil veículos por ano, garantindo à marca chinesa a agilidade necessária para acelerar o início de suas vendas locais.
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O projeto prevê, em sua fase inicial, a montagem simplificada de veículos que vêm pré-fabricados da Ásia, com uma evolução gradual para uma linha de produção completa e independente. O aporte financeiro para viabilizar a operação é expressivo: trata-se de um investimento de R$ 6 bilhões, desenhado para que a montadora atinja, no prazo de até cinco anos, um volume robusto de 100 mil carros produzidos anualmente.
O pioneiro dessa nova fase fabril será o SUV compacto GAC GS3. Para atender às demandas e preferências do consumidor local, o utilitário esportivo sairá das linhas de montagem equipado com um motor 1.5 turbo flex. O modelo dita o tom da estratégia da GAC a longo prazo, que tem como foco principal o mercado de veículos híbridos e flex.
GAC GS3 será o primeiro modelo nacional da marca (Foto: GAC | Divulgação)
Onda chinesa de fábricas no Brasil
O movimento da GAC não é isolado e reforça uma nova onda de industrialização asiática no mercado brasileiro. Nos últimos anos, outras gigantes chinesas fincaram raízes produtivas no país. A BYD, atual líder em vendas de eletrificados, instalou seu complexo fabril em Camaçari, na Bahia, com foco na produção de modelos como o híbrido Song Plus e o elétrico Dolphin Mini.
Da mesma forma, a GWM assumiu a antiga fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis, no interior de São Paulo. A montadora preparou a unidade para a produção local do SUV híbrido Haval H6, amparada por um plano de investimentos de R$ 10 bilhões ao longo de dez anos.
O aquecimento do setor também atrai marcas recém-chegadas. Além das operações já consolidadas da Caoa Chery, nomes como Omoda e Jaecoo preparam terreno e sinalizam a intenção de iniciar a fabricação local de seus veículos no Brasil entre 2026 e 2030. A estratégia conjunta busca fugir das altas tarifas de importação, aproveitar benefícios fiscais do programa Mover e ampliar o alcance no mercado brasileiro.
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