O agravamento do conflito no Irã e o fechamento parcial do Estreito de Ormuz — rota de escoamento de cerca de 30% do petróleo mundial — já impõem mais consequências drásticas ao Brasil. No Rio Grande do Sul, a escassez de diesel levou municípios a decretarem situação de emergência, ameaçando a prestação de serviços públicos essenciais e colocando em risco o escoamento da safra agrícola.
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O cenário expõe a vulnerabilidade logística do interior gaúcho diante da instabilidade internacional. As prefeituras de Formigueiro e Tupanciretã, por exemplo, oficializaram situação de emergência nos dias 17 e 19 de março, respectivamente. Em Formigueiro, o alerta do Executivo municipal é claro: a falta do combustível compromete as máquinas e o transporte agrícola, o que pode resultar em perdas irreversíveis para a produção local.
Um levantamento recente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) dimensiona o tamanho do problema. Das administrações que responderam à pesquisa da entidade, 142 confirmaram enfrentar desabastecimento de diesel em suas frotas, o equivalente a 45% da amostra.
Com os tanques nas reservas, as prefeituras adotaram protocolos rigorosos de racionamento. O transporte de pacientes em tratamento de saúde passou a ter prioridade absoluta. Em contrapartida, obras públicas e serviços de manutenção que dependem de maquinário pesado foram paralisados. A Famurs adverte ainda que, se a oferta não for restabelecida nos próximos dias, o transporte escolar será o próximo a parar, afetando o ano letivo de centenas de estudantes.
Na tentativa de frear o desabastecimento, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e as distribuidoras afirmam que o quadro está em processo de recuperação. Medidas regulatórias emergenciais e um leilão promovido pela Petrobras permitiram direcionar cargas para a região metropolitana de Porto Alegre. Para os municípios do interior, a expectativa é que o fluxo se normalize gradualmente até o fim de março. A presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira, cobrou agilidade do Governo Federal para blindar as cidades contra o risco de um colapso iminente.
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O impacto no interior e o risco para a safra
O cenário expõe a vulnerabilidade logística do interior gaúcho diante da instabilidade internacional. As prefeituras de Formigueiro e Tupanciretã, por exemplo, oficializaram situação de emergência nos dias 17 e 19 de março, respectivamente. Em Formigueiro, o alerta do Executivo municipal é claro: a falta do combustível compromete as máquinas e o transporte agrícola, o que pode resultar em perdas irreversíveis para a produção local.
Um levantamento recente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) dimensiona o tamanho do problema. Das administrações que responderam à pesquisa da entidade, 142 confirmaram enfrentar desabastecimento de diesel em suas frotas, o equivalente a 45% da amostra.
Racionamento e a resposta do Governo
Com os tanques nas reservas, as prefeituras adotaram protocolos rigorosos de racionamento. O transporte de pacientes em tratamento de saúde passou a ter prioridade absoluta. Em contrapartida, obras públicas e serviços de manutenção que dependem de maquinário pesado foram paralisados. A Famurs adverte ainda que, se a oferta não for restabelecida nos próximos dias, o transporte escolar será o próximo a parar, afetando o ano letivo de centenas de estudantes.
Na tentativa de frear o desabastecimento, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e as distribuidoras afirmam que o quadro está em processo de recuperação. Medidas regulatórias emergenciais e um leilão promovido pela Petrobras permitiram direcionar cargas para a região metropolitana de Porto Alegre. Para os municípios do interior, a expectativa é que o fluxo se normalize gradualmente até o fim de março. A presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira, cobrou agilidade do Governo Federal para blindar as cidades contra o risco de um colapso iminente.
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