O setor de duas rodas no Brasil vive uma transformação impulsionada cada vez mais pela presença feminina. Dados analisados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) mostram que, entre 2015 e 2024, o número de mulheres empregadas nas fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM) mais que dobrou, refletindo o avanço da participação feminina na indústria e na mobilidade sobre duas rodas.
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Segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2015 havia 1.511 mulheres atuando nas fabricantes de motocicletas, bicicletas, peças e acessórios instaladas no polo industrial. Em 2024, esse contingente chegou a 3.134 colaboradoras, crescimento de 107%. Atualmente, elas representam 17% da força de trabalho do setor. No mesmo período, o número de homens empregados também aumentou, passando de 9.817 para 15.250 trabalhadores, alta de 55%.
Mais do que números, a presença feminina vem ganhando destaque em diferentes áreas das empresas, desde as linhas de produção até cargos de gestão. Histórias como as de Joelma Costa, analista de gestão de pessoas, Rejane da Silva, operadora de produção na área de pintura, e Misleide Silva, supervisora fiscal e administrativa, ilustram o avanço das mulheres em um segmento historicamente dominado por homens.
Joelma lembra que, no início da carreira, não tinha familiaridade com os componentes de uma bicicleta.
Segundo a profissional, a presença feminina também contribui para ambientes corporativos mais colaborativos e humanizados.
Joelma Costa tem muito orgulho de seu trabalho (Foto: Abraciclo | Divulgação)
Nas linhas de produção, o olhar atento aos detalhes também marca a atuação feminina. Rejane da Silva trabalha no processo de adesivagem de bicicletas, atividade que exige precisão e técnica para garantir o acabamento final do produto.
Já Misleide Silva atua em uma área que exige constante atualização diante de um mercado cada vez mais exigente. Para ela, o crescimento da presença feminina comprova que competência não tem gênero.
Essa transformação também se reflete em toda a cadeia do setor de duas rodas. Atualmente, o mercado brasileiro reúne cerca de 154.989 profissionais atuando em fábricas, concessionárias, lojas e serviços de manutenção de motocicletas, bicicletas, peças e acessórios. Desse total, 42.577 são mulheres, o equivalente a 27,5% da força de trabalho.
A presença feminina também cresce entre os condutores de motocicletas. Atualmente, 10.605.484 mulheres estão habilitadas na categoria A no Brasil. Embora ainda representem cerca de 25% dos motociclistas habilitados, a participação feminina aumentou 64% nos últimos dez anos. Em 2015, eram 6.461.927 condutoras.
Entre os homens, o crescimento no período foi de 35%, passando de 23.058.789 para 31.233.538 motociclistas habilitados.
Entre as novas motociclistas está a gerente de tecnologia Laura Schneider, conhecida como Lau, que decidiu tirar a habilitação recentemente e incorporou a moto à rotina diária.
Atualmente Laura tem uma Yamaha Fazer 250 (Foto: Abraciclo | Divulgação)
Passei a usar a moto para me deslocar e gostei tanto da experiência que já fiz quatro cursos de pilotagem para melhorar minha técnica e pilotar com mais segurança”, conta. Segundo ela, um dos próximos objetivos é pilotar uma moto esportiva em um autódromo.
A maior concentração de habilitações na categoria A está entre pessoas de 31 a 40 anos, tanto entre mulheres quanto entre homens. Nesse grupo, são 3.641.174 motociclistas habilitadas, contra 8.416.289 homens.
Na sequência aparece a faixa de 41 a 50 anos, com 2.563.994 mulheres e 7.569.366 homens habilitados.
A terceira posição revela diferenças entre os gêneros. Entre as mulheres, a maior presença está no grupo de 26 a 30 anos, com 1.584.646 condutoras. Já entre os homens, o destaque fica para a faixa de 51 a 60 anos, que reúne 4.749.027 motociclistas habilitados.
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Segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2015 havia 1.511 mulheres atuando nas fabricantes de motocicletas, bicicletas, peças e acessórios instaladas no polo industrial. Em 2024, esse contingente chegou a 3.134 colaboradoras, crescimento de 107%. Atualmente, elas representam 17% da força de trabalho do setor. No mesmo período, o número de homens empregados também aumentou, passando de 9.817 para 15.250 trabalhadores, alta de 55%.
Destaque nas empresas
Mais do que números, a presença feminina vem ganhando destaque em diferentes áreas das empresas, desde as linhas de produção até cargos de gestão. Histórias como as de Joelma Costa, analista de gestão de pessoas, Rejane da Silva, operadora de produção na área de pintura, e Misleide Silva, supervisora fiscal e administrativa, ilustram o avanço das mulheres em um segmento historicamente dominado por homens.
Joelma lembra que, no início da carreira, não tinha familiaridade com os componentes de uma bicicleta.
Antes, eu não sabia o que eram um selim, um garfo ou uma pedivela. Hoje conheço todas as etapas da fabricação e tenho orgulho de trabalhar com um produto que promove saúde e qualidade de vida”, afirma.
Segundo a profissional, a presença feminina também contribui para ambientes corporativos mais colaborativos e humanizados.
Joelma Costa tem muito orgulho de seu trabalho (Foto: Abraciclo | Divulgação)
Nas linhas de produção, o olhar atento aos detalhes também marca a atuação feminina. Rejane da Silva trabalha no processo de adesivagem de bicicletas, atividade que exige precisão e técnica para garantir o acabamento final do produto.
É um trabalho delicado e técnico. O olhar feminino faz diferença”, destaca.
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Rejane da Silva trabalha em linha de produção de bicicletas (Foto: Abraciclo | Divulgação)
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Misleide Silva é exemplo de liderança feminina (Foto: Abraciclo | Divulgação)
Já Misleide Silva atua em uma área que exige constante atualização diante de um mercado cada vez mais exigente. Para ela, o crescimento da presença feminina comprova que competência não tem gênero.
Nosso trabalho agrega organização, responsabilidade e visão estratégica. As mulheres estão cada vez mais preparadas e conquistando espaço com mérito”, afirma.
Essa transformação também se reflete em toda a cadeia do setor de duas rodas. Atualmente, o mercado brasileiro reúne cerca de 154.989 profissionais atuando em fábricas, concessionárias, lojas e serviços de manutenção de motocicletas, bicicletas, peças e acessórios. Desse total, 42.577 são mulheres, o equivalente a 27,5% da força de trabalho.
Mulheres também ganham espaço nas ruas
A presença feminina também cresce entre os condutores de motocicletas. Atualmente, 10.605.484 mulheres estão habilitadas na categoria A no Brasil. Embora ainda representem cerca de 25% dos motociclistas habilitados, a participação feminina aumentou 64% nos últimos dez anos. Em 2015, eram 6.461.927 condutoras.
Entre os homens, o crescimento no período foi de 35%, passando de 23.058.789 para 31.233.538 motociclistas habilitados.
Entre as novas motociclistas está a gerente de tecnologia Laura Schneider, conhecida como Lau, que decidiu tirar a habilitação recentemente e incorporou a moto à rotina diária.
Atualmente Laura tem uma Yamaha Fazer 250 (Foto: Abraciclo | Divulgação)
Passei a usar a moto para me deslocar e gostei tanto da experiência que já fiz quatro cursos de pilotagem para melhorar minha técnica e pilotar com mais segurança”, conta. Segundo ela, um dos próximos objetivos é pilotar uma moto esportiva em um autódromo.
Faixa etária com mais motociclistas
A maior concentração de habilitações na categoria A está entre pessoas de 31 a 40 anos, tanto entre mulheres quanto entre homens. Nesse grupo, são 3.641.174 motociclistas habilitadas, contra 8.416.289 homens.
Na sequência aparece a faixa de 41 a 50 anos, com 2.563.994 mulheres e 7.569.366 homens habilitados.
A terceira posição revela diferenças entre os gêneros. Entre as mulheres, a maior presença está no grupo de 26 a 30 anos, com 1.584.646 condutoras. Já entre os homens, o destaque fica para a faixa de 51 a 60 anos, que reúne 4.749.027 motociclistas habilitados.
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