Depois de 16 anos sem uma renovação profunda, a Nissan relançou no Japão a quarta geração da Elgrand, a minivan que ajudou a criar o segmento premium do país e que agora volta totalmente redesenhada e eletrificada para enfrentar o domínio da Toyota Alphard. Apresentado em Yokohama e já disponível nas concessionárias japonesas, o modelo abandona de vez os motores a combustão convencionais e acumula mais de 6 mil pedidos desde o fim de maio — dos quais mais de 5 mil partiram de clientes de varejo.
O lançamento é tratado internamente como peça-chave para a recuperação da marca. Segundo dados da Nikkei Asia citados pela imprensa especializada, a Nissan emplacou apenas 1.163 unidades da geração anterior do Elgrand no Japão no ano fiscal de 2025, enquanto a Toyota vendeu 81.357 Alphard no mesmo período — um abismo que a montadora quer começar a reduzir.
Sob o capô, a Nissan estreia a terceira geração do sistema e-Power. Na prática, um motor 1.5 turbo a gasolina atua exclusivamente como gerador de energia, enquanto a tração fica a cargo de motores elétricos. O conjunto é complementado pelo sistema e-4orce de tração integral, que ajuda a reduzir a rolagem da carroceria e a manter a estabilidade. A potência total ainda não foi confirmada, mas, de acordo com a fabricante, o sistema entrega mais de 51 kgfm de torque.
A montadora também adotou a suspensão Intelligent Dynamic Suspension, que monitora o piso à frente e ajusta a resposta dos amortecedores em tempo real — recurso pensado para agradar sobretudo a quem viaja no banco de trás, com motorista.
Inspirado no conceito Hyper Tourer, de 2023, e na linguagem de design que a Nissan batizou de “futurismo japonês atemporal”, a Elgrand ostenta uma grade frontal ousada e faróis diurnos que remetem mais a um show car do que a um carro de série, afastando-se do aspecto datado da geração anterior.
Por dentro, o foco é o passageiro. A segunda fileira recebe poltronas capitão do tipo “Zero Gravity”, que, na configuração topo de linha, trazem apoio para as pernas e encosto com dupla reclinação, permitindo levantar a parte superior do corpo enquanto se assiste às telas traseiras. O áudio fica por conta de um sistema Bose com 22 alto-falantes. No painel, duas telas de 14,3″ se integram a um acabamento em madeira, e uma iluminação ambiente de 64 cores percorre as portas.
A Nissan ainda alongou a cabine, ampliou os vidros das portas corrediças e escalonou os bancos nas três fileiras para melhorar a visibilidade de todos os ocupantes. Entre os detalhes práticos estão degraus laterais de acesso facilitado, função de abertura parcial da porta corrediça e um porta-malas capaz de engolir sete malas de bordo mesmo com os sete lugares ocupados.
Com preço de partida de 6,87 milhões de ienes — cerca de R$ 216 mil (aproximadamente US$ 42,3 mil) no câmbio atual —, a nova Elgrand chega primeiro ao mercado interno japonês. A Nissan afirma que pretende vendê-lo também em outros países, mas ainda não divulgou preços fora do Japão. Nos Estados Unidos, porém, a minivan está descartada: a marca abandonou o segmento no país quando a Quest deixou de ser vendida, em 2017, cedendo o terreno para Toyota Sienna e Honda Odyssey.
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O lançamento é tratado internamente como peça-chave para a recuperação da marca. Segundo dados da Nikkei Asia citados pela imprensa especializada, a Nissan emplacou apenas 1.163 unidades da geração anterior do Elgrand no Japão no ano fiscal de 2025, enquanto a Toyota vendeu 81.357 Alphard no mesmo período — um abismo que a montadora quer começar a reduzir.
Sob o capô, a Nissan estreia a terceira geração do sistema e-Power. Na prática, um motor 1.5 turbo a gasolina atua exclusivamente como gerador de energia, enquanto a tração fica a cargo de motores elétricos. O conjunto é complementado pelo sistema e-4orce de tração integral, que ajuda a reduzir a rolagem da carroceria e a manter a estabilidade. A potência total ainda não foi confirmada, mas, de acordo com a fabricante, o sistema entrega mais de 51 kgfm de torque.
A montadora também adotou a suspensão Intelligent Dynamic Suspension, que monitora o piso à frente e ajusta a resposta dos amortecedores em tempo real — recurso pensado para agradar sobretudo a quem viaja no banco de trás, com motorista.
Inspirado no conceito Hyper Tourer, de 2023, e na linguagem de design que a Nissan batizou de “futurismo japonês atemporal”, a Elgrand ostenta uma grade frontal ousada e faróis diurnos que remetem mais a um show car do que a um carro de série, afastando-se do aspecto datado da geração anterior.
Por dentro, o foco é o passageiro. A segunda fileira recebe poltronas capitão do tipo “Zero Gravity”, que, na configuração topo de linha, trazem apoio para as pernas e encosto com dupla reclinação, permitindo levantar a parte superior do corpo enquanto se assiste às telas traseiras. O áudio fica por conta de um sistema Bose com 22 alto-falantes. No painel, duas telas de 14,3″ se integram a um acabamento em madeira, e uma iluminação ambiente de 64 cores percorre as portas.
A Nissan ainda alongou a cabine, ampliou os vidros das portas corrediças e escalonou os bancos nas três fileiras para melhorar a visibilidade de todos os ocupantes. Entre os detalhes práticos estão degraus laterais de acesso facilitado, função de abertura parcial da porta corrediça e um porta-malas capaz de engolir sete malas de bordo mesmo com os sete lugares ocupados.
Com preço de partida de 6,87 milhões de ienes — cerca de R$ 216 mil (aproximadamente US$ 42,3 mil) no câmbio atual —, a nova Elgrand chega primeiro ao mercado interno japonês. A Nissan afirma que pretende vendê-lo também em outros países, mas ainda não divulgou preços fora do Japão. Nos Estados Unidos, porém, a minivan está descartada: a marca abandonou o segmento no país quando a Quest deixou de ser vendida, em 2017, cedendo o terreno para Toyota Sienna e Honda Odyssey.
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