Notícia Por que a VW Tukan pode ser a concorrente que Strada nunca teve?

A Volkswagen revelou, sob pesada camuflagem e com poucas informações técnicas, a sua nova picape Tukan. Ela é a sucessora da Saveiro — o último modelo derivado da linha Gol que ainda está em produção — e entrará em um segmento no qual a Fiat tem ampla vantagem com a Strada e a Toro; Renault Oroch e Chevrolet Montana nunca tiveram volumes de vendas próximos aos da dupla italiana.

A VW tem um histórico de chegar atrasada em alguns segmentos, mas, mesmo assim, conseguir emplacar bons resultados. Foi o caso dos SUVs T-Cross, Nivus e Tera. Agora, com a Tukan, a montadora alemã espera repetir essa fórmula. A nova picape chegará ao mercado no começo de 2027, produzida em São José dos Pinhais (PR)

Mas por que a Volkswagen pode ter sucesso onde seus concorrentes não tiveram êxito? Um dos motivos está na própria construção da Tukan. Ela será o primeiro utilitário feito sobre a plataforma modular MQB, que é usada em praticamente todos os modelos da marca no país, com exceção de Saveiro e Amarok.

‘Cópia’ da Strada


Segundo informações reveladas durante a apresentação, ela também será o modelo com maior entre-eixos já produzido com essa base estrutural, embora a fabricante não tenha divulgado números oficiais. A escassez de informações técnicas só acabou ao serem divulgados dados da suspensão traseira: pode-se dizer que ela foi copiada da Strada — e isso não é um demérito.

O eixo traseiro tipo ômega é um dos diferenciais da picape da Fiat frente à concorrência. Pelo seu formato, ele garante maior vão livre em relação ao solo. E a sua construção com um feixe de mola tem o propósito de conciliar conforto com capacidade de carga. Na Strada cabine simples, o peso máximo admitido é de 720 kg. É de se esperar que a VW Tukan tenha, ao menos, a mesma capacidade.

Volkswagen Tucan camuflada suspensão traseira

Suspensão traseira ‘ômega’: fórmula que deu certo na concorrência

Durante a prévia da Tukan, também foi divulgado que o modelo terá um feixe de espessura variável — de 8 mm a 15 mm onde ele se junta ao eixo rígido — para, de acordo com informações da própria VW, aliar robustez e conforto. Por fim, a nova picape da Volkswagen ainda terá uma barra estabilizadora no eixo traseiro.

Pelas medições realizadas por jornalistas durante a apresentação, a nova picape deverá ter aproximadamente 4,50 metros de comprimento, 2,70 m de entre-eixos, largura aproximada de 1,70 metro e altura variando entre 1,55 m e 1,60 m. Este é o porte aproximado da Chevrolet Montana.

Expertise em vendas diretas

Volkswagen Tucan camuflada traseira (2)


A maior parte do volume de vendas da Fiat Strada está nas chamadas “vendas diretas”, isto é, para CNPJ. A Volkswagen também tem boa atuação neste segmento: a “moribunda” Saveiro, por exemplo, e o Polo têm grande parte dos seus emplacamentos feitos na mesma modalidade.

Além disso, a marca alemã está de olho no agronegócio, e isso ficou explícito na fala de um executivo da montadora durante a apresentação da Tukan.

Versões de trabalho e lazer


Ao contrário da Montana, na qual a Chevrolet mirou no público que busca picapes compactas como um veículo com pegada lifestyle, a VW Tukan deverá ter versões cabine simples voltadas para o trabalho e configurações para o público urbano.

Como opções de motorização, a Volkswagen tem diversos motores “na prateleira” para utilizar, dependendo da aplicação. Nenhuma informação concreta foi revelada, mas a montadora tem a opção 1.6 aspirada e avança pelos 1.0 e 1.4, ambos TSI — ou seja, turbo com injeção direta. A expectativa é que a Tukan estreie também uma unidade MHEV, ou seja, híbrida leve com sistema de 48 volts aliado a um motor a combustão 1.5. Essa estaria reservada ao topo de gama, que poderia beliscar vendas até da Fiat Toro, picape com porte intermediário entre as compactas e as médias.

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