O filme São Paulo, Sociedade Anônima foi remasterizado em resolução 4K e voltou a ser exibido nos cinemas com apoio da Petrobras. Esse clássico nacional completou 60 anos de lançamento em 2025.
O protagonista de São Paulo, Sociedade Anônima é Carlos, interpretado por Walmor Chagas. A trama se passa entre 1957 e 1961, tendo como elemento central a recém instituída indústria automobilística brasileira.
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Para contextualizar, em 1956 o presidente Juscelino Kubitschek criou o decreto que continha as diretrizes básicas relativas à Indústria Automobilística Brasileira. Com isso, foi criado o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA).
Até então o Brasil apenas montava carros nos regimes CKD e SKD, com índices baixíssimos de nacionalização. O decreto de JK deu o pontapé inicial na indústria como conhecemos, trazendo fábricas novas de carros e de autopeças.
A proposta era de aumentar o índice de nacionalização dos carros gradativamente, para gerar empregos de forma direta e indireta. A maior parte dessas fábricas ficavam na região do ABC Paulista.
Voltando ao filme, Carlos é um jovem que trabalha na fábrica da Volkswagen. Ele recebe a oportunidade de ser sócio em uma fábrica de autopeças para fornecer componentes a marca alemã.
A trama se desenvolve acompanhando os relacionamentos de Carlos, seu trabalho e as pressões feitas pela cidade de São Paulo. No filme há registros de como era a fábrica da Volkswagen e podemos vera produção do Fusca.
Carlos trabalha na fábrica da VW
Em uma cena mostram a produção do Fusca
São Paulo, Sociedade Anônima também registra como eram as ruas da maior cidade do Brasil. Há 50 anos elas já eram movimentadas e cheias de carros, com os Fuscas, Simcas e DKW nacionais dividindo espaço com modelos norte-americanos das décadas de 40 e 50.
O sócio de Carlos dirige uma perua Oldsmobile Dynamic 88 Fiesta 1959. O protagonista chama o carro de “monstruosidade” e questiona o motivo de não ter um dos carros nacionais feitos em São Paulo.
A cidade de São Paulo sempre foi apinhada de carros, mas na época os novos nacionais dividiam com modelos americanos antigos
O Oldsmobile de um dos personagens chama a atenção e recebe criticas
Também filmaram as primeiras fábricas do setor automobilístico nacional, é possível ver as unidades da Mercedes-Benz, Vemag, Volkwagen, SKF e outras nas cenas. Tudo isso era apenas o começo do parque fabril que temos hoje, que segue crescendo.
Além do trânsito, outra característica da cidade mostrada em São Paulo, Sociedade Anônima que não mudou é pressão que ela faz nas pessoas. O ritmo frenético e a indiferença são características antigas da capital paulista.
São Paulo, Sociedade Anônima ainda está em cartaz em alguns cinemas. Se não tiver em sua cidade é possível assistir no streaming Netflix.
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O protagonista de São Paulo, Sociedade Anônima é Carlos, interpretado por Walmor Chagas. A trama se passa entre 1957 e 1961, tendo como elemento central a recém instituída indústria automobilística brasileira.
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Para contextualizar, em 1956 o presidente Juscelino Kubitschek criou o decreto que continha as diretrizes básicas relativas à Indústria Automobilística Brasileira. Com isso, foi criado o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA).
Até então o Brasil apenas montava carros nos regimes CKD e SKD, com índices baixíssimos de nacionalização. O decreto de JK deu o pontapé inicial na indústria como conhecemos, trazendo fábricas novas de carros e de autopeças.
A proposta era de aumentar o índice de nacionalização dos carros gradativamente, para gerar empregos de forma direta e indireta. A maior parte dessas fábricas ficavam na região do ABC Paulista.
Voltando ao filme, Carlos é um jovem que trabalha na fábrica da Volkswagen. Ele recebe a oportunidade de ser sócio em uma fábrica de autopeças para fornecer componentes a marca alemã.
A trama se desenvolve acompanhando os relacionamentos de Carlos, seu trabalho e as pressões feitas pela cidade de São Paulo. No filme há registros de como era a fábrica da Volkswagen e podemos vera produção do Fusca.
Carlos trabalha na fábrica da VW
Em uma cena mostram a produção do Fusca
São Paulo, Sociedade Anônima também registra como eram as ruas da maior cidade do Brasil. Há 50 anos elas já eram movimentadas e cheias de carros, com os Fuscas, Simcas e DKW nacionais dividindo espaço com modelos norte-americanos das décadas de 40 e 50.
O sócio de Carlos dirige uma perua Oldsmobile Dynamic 88 Fiesta 1959. O protagonista chama o carro de “monstruosidade” e questiona o motivo de não ter um dos carros nacionais feitos em São Paulo.
A cidade de São Paulo sempre foi apinhada de carros, mas na época os novos nacionais dividiam com modelos americanos antigos
O Oldsmobile de um dos personagens chama a atenção e recebe criticas
Também filmaram as primeiras fábricas do setor automobilístico nacional, é possível ver as unidades da Mercedes-Benz, Vemag, Volkwagen, SKF e outras nas cenas. Tudo isso era apenas o começo do parque fabril que temos hoje, que segue crescendo.
Além do trânsito, outra característica da cidade mostrada em São Paulo, Sociedade Anônima que não mudou é pressão que ela faz nas pessoas. O ritmo frenético e a indiferença são características antigas da capital paulista.
São Paulo, Sociedade Anônima ainda está em cartaz em alguns cinemas. Se não tiver em sua cidade é possível assistir no streaming Netflix.
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