Notícia Segredo: o novo Toyota elétrico será feito para o uso urbano

Depois de avaliar aqui o bZ4x, é hora de conhecer saber como será outro Toyota elétrico.

Afinal, em 14 de dezembro de 2021, Akio Toyoda apresentou nada menos 16 novos veículos elétricos, Toyota e Lexus, de todas as formas e tamanhos.

Uma demonstração de grande poder e uma forte resposta às críticas feitas ao CEO da gigante japonesa por seus ataques contra a conversão muito rápida para os carros elétricos imposta pelos políticos.

Naquela ocasião, em meio à abundância de modelos e planos, havia um pequeno carro vermelho, definido como o “crossover bZ Small”.

Era uma espécie de Aygo X a bateria, com formas ainda mais angulares e multifacetadas, resultado de entalhes precisos, como se o designer tivesse se armado com uma katana.

Este novo Toyota elétrico deve se chamar bZ1X, indo pelo mesmo caminho que o bZ4X, crossover-SUV que será vendido no ano que vem (e já aceleramos; leia mais aqui).

Ainda não tivemos nenhuma confirmação oficial, mas ele pode ser revelado no início de 2023 e entrar em produção no final do mesmo ano, com possível lançamento comercial em 2024, e chances de chegar inclusive aqui ao Brasil.

Apostamos que este Toyota elétrico poderá ser o tal “pequeno crossover”, apesar de hoje o segmento de compactos a bateria não ter grande consistência e não proporcionar lucros significativos.

De fato, dentro da Toyota tem havido discussões acaloradas sobre os modelos futuros.

Em boa companhia​


De qualquer modo, vamos tentar entender como seria este pequeno japonês – que, como rivais, teria, entre outros, os pequenos EVs do grupo Volkswagen, esperados para a partir de 2025 (e o Renault Kwid? Leia mais ao lado).

Nossas ilustrações partem do conceito da Toyota de 2021, que parecia já dar uma ideia clara sobre seu futuro. Na época, o EV completo foi descrito por Toyoda como “um pequeno elétrico a bateria, com interior confortável, e para o qual visamos a eficiência energética de 125 watts-hora por quilômetro”.

Ou seja, um carro acolhedor e com dimensões limitadas, para uso prioritariamente urbano. Talvez na faixa de 3,80 m, um pouco mais comprido que Fiat Mobi e Renault Kwid, nossos city-cars de hoje.

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FIEL À LINHA
Para ter um preço competitivo, a Toyota deve reduzir ao máximo os custos da bateria e do motor elétrico. A tampa do porta-malas deve se assemelhar à do Yaris Cross, crossover compacto que também pode chegar ao Brasil

O futuro bZ1X, com quatro portas, traria do irmão europeu a combustão, Aygo X, o mesmo design com rodas nos cantos da carroceria, formando balanços bem reduzidos.

Quanto à base técnica, este Toyota elétrico aproveitaria a nova plataforma E3, que pode hospedar conjuntos full-hybrid, plug-in e elétricos, combinando elementos da plataforma compacta GA-C com os da e-TNGA, específicos para os atuais carros.

Se isso for confirmado, o bZ1X teria uma plataforma flexível, que se tornará mais popular nos próximos anos, ajudando a reduzir os custos industriais dos modelos que a adotarem, um dos pontos essenciais para um BEV pequeno – o outro é a combinação balanceada de powertrain/bateria.

Assim, o bZ1X deve ter um motor muito eficiente, uma carroceria leve e uma bateria não muito grande. Imaginamos que entre 30 e 40 kWh, com bom equilíbrio entre desempenho, custo e contenção de peso, com autonomia de 220 a 300 quilômetros.

Além disso, o capô longo sugeriria uma solução avançada para o bZ1X, com motor e tração dianteiros, como nos Volks. Preço? Na Europa, deve ficar abaixo de R$ 100 mil. No Brasil, deve ficar em cerca de R$ 200 mil.

Já no Brasil: quase “pop”
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Enquanto a Toyota ainda desenvolve um elétrico para uso urbano, marcas como a Renault foram mais rápidas: já lançado na Europa com o nome Dacia Spring – e com ótimos resultados –, a nova versão a bateria do Renault Kwid estreou no Brasil em setembro por pouco menos de R$ 150 mil.

Ele é hoje o elétrico mais barato do Brasil, revezando o posto com o Caoa Chery iCar. Ambos são fabricadas na China e apostam em baixo custo para conquistar novos clientes que querem migrar para os elétricos.

Na prática, porém, o preço no Brasil é alto, sem nada de “popular”, e a conta não fecha. Pode servir para empresas ou como carro “extra” para privilegiados usarem só na cidade.

Mas é difícil aceitar pagar tanto em um carro que é, ainda, um simples Kwid — leia aqui nossas primeiras impressões.

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