Tão certo quanto a Copa do Mundo de quatro em quatro anos são as séries especiais de carros que pegam carona no torneio. A Volkswagen, por exemplo, acaba de relançar a tiragem Seleção, desta vez no T-Cross. Mas vale a pena pegar um automóvel “datado” assim?
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As séries especiais trazem vantagens e desvantagens. Conforme o que a edição limitada oferece, seu grau de exclusividade, nível de equipamentos e modelo no qual é baseado, pode ser uma boa para o cliente. Porém, com certeza, é sempre uma boa para a montadora.
Veja agora 8 fatos sobre as séries especiais dos carros, porque elas existem, quais as vantagens para a indústria e para o consumidor e quando saber se você tem o perfil para ter um modelo desses na garagem.
A principal função das séries especiais é alavancar as vendas de determinados carros ou versões de um modelo. É um meio de as montadoras desovarem estoque pontuais, seja de veículos que realmente encalharam nas vendas ou os que já estão em vias de virar o ano/modelo.
Também serve para expandir a produção e vendas de determinadas versões, já que as séries especiais são geralmente baseadas em alguma configuração dos carros. Ou seja: dá aquela forcinha para aquela opção do portfólio que anda meio esquecida.
Existem razões industriais ainda. Ao demandar determinados equipamentos a mais para essas tiragens, as montadoras podem conseguir melhores preços junto aos fornecedores com o ganho de escala.
O marketing também é peça-chave para os carros quando as marcas recorrem às séries especiais. Uma edição limitada ou temática, de certa forma, atrai holofotes para determinados veículos.
Isso pode ser estratégico especialmente em modelos que estão naquele chamado ciclo de meia-vida, quando as vendas tendem a se estagnar – ou mesmo caírem. Também podem ser um bom reforço de imagem para a linha como um todo ou mesmo para a marca.
Além de atrair novos públicos ou estreitar relação com determinados segmentos. Um exemplo recente é a Mitsubishi Triton Terra, que como o próprio sobrenome sugere é voltado bem para o cliente do agronegócio.
Patrocinadora do festival de música, Fiat lançou edição em alusão ao Lollapaloosa (Foto: Fiat | Divulgação)
Vale tudo quando falamos de séries especiais. Eventos esportivos e musicais são os que mais servem de carona para estas edições. Vide os recentes Volkswagen T-Cross Seleção e o Fiat Pulse Lollapalooza.
Mas não faltam exemplos na vibe esportiva, seja em alusão à Copa ou Olimpíadas. Na seara esportiva, Volkswagen Gol Copa e Voyage Los Angeles, Chevrolet Kadett Turim, Nissan March Rio 2016 e as infindáveis edições Seleção para modelos da Volks, Fiat e GM – conforme cada montadora patrocinava a CBF.
Porém, muitas tiragens têm apelos dos mais diversos. Vale parceria com empresas (Renault Clio teve séries O Boticário e MTV e o Citroën C3 com o XBox One) ou até de personalidades famosas (Fiat Stilo Schumacher e Chevrolet Corsa Nelson Piquet e Monza EF500 – referência Emerson Fittipaldi).
Se formos ver os modelos associados ao mundo da moda (Fiat 500 by Gucci, Chevrolet Monza Clodovil, Citroën C3 Ocimar Versolato, Fiat Oggi Pierre Balmain e Peugeot 206 Quicksilver)
A grande vantagem para o consumidor é o custo-benefício. Via de regra, as séries especiais oferecem carros em cima de determinadas versões, só que com equipamentos a mais. Além disso, podem incorporar detalhes estéticos na carroceria e padrões diferentes e melhores no acabamento interno.
Hyundai Copa tem avaliação superior à versão Comfort que serviu de base para a série especial (Foto: Hyundai | Divulgação)
Uma máxima do mercado automotivo é que séries especiais tendem a desvalorizar na hora da revenda mais que as versões nas quais elas foram baseados. Mas isso está longe de ser uma regra.
Para quem troca de carro a cada dois anos ou menos, isso tende a acontecer. Mas mesmo edições especiais recentes mostram que podem até depreciar menos.
Vamos pegar como base a KBB Brasil. O Hyundai HB20 Copa do Mundo 2022 com motor 1.0 aspirado e caixa manual, por exemplo, tem Preço Médio de Revendedor de R$ 69.459.
Essa tiragem em alusão ao Mundial do Qatar foi baseada na opção intermediária Comfort do hatch. A mesma versão ano 2022 com o mesmo conjunto mecânico tem Preço de Revendedor KBB de R$ 67.954.
Vamos mais longe. O Volkswagen Fox Seleção 2013 com motor 1.0 e 4 portas é pouco mais caro neste levantamento que seu similar sem edição especial: R$ 40.399 e
R$ 39.638, respectivamente.
Chevette Jeans usava o tecido para revestir o estofamento e não agradou o consumidor (Foto: GM | Divulgação)
Mas tem séries especiais que depreciam mais mesmo. Seja por causa do tema “nada a ver”, da época em que foi lançado ou mesmo do carro.
Até cores extravagantes ou apliques visuais exagerados podem comprometer o desempenho comercial da edição limitada.
Lembra desses? Muitas séries especiais causaram essa estranheza, outras ficaram datadas e até foram esquecidas. Exemplos não faltam: na Fiat tivemos o Bravo Wolverine e o controverso Uno College. Por falar em controverso, alguém se lembra do Chevrolet Chevette Jeans?
A Ford lançou o Ka MP3, que vinha com som com leitor de mídia. Algo avançado para a época – e só naquela época. O mesmo podemos dizer do Chevrolet Agile Wi-fi, que vinha com modem a bordo…
O surfe também ditou moda entre as séries especiais. O Agile ainda teve uma edição Rico, em homenagem ao famoso surfista, enquanto o Suzuki SX4 Mormaii tinha um chuveirinho embutido no porta-malas para a turma do esporte poder lavar suas pranchas.
Exemplares da Kombi Last Edition podem beirar os R$ 200 mil (Foto: VW | Divulgação)
Muitas séries especiais fizeram sucesso e hoje são raridades que podem até ser considerados clássicos. Apesar de polêmicas pontuais, como no caso da Kombi Last Edition que teve… duas tiragens limitadas, irritando quem comprou o primeiro lote.
Outras séries especiais de despedida marcantes de carros igualmente marcantes foram a da primeira geração do Fiat Uno, chamada Grazie Mille, e a do Chevrolet Opala, a Diplomata Collectors.
Teve edição especial que mexeu na mecânica do automóvel. O Escort XR3 Fórmula tinha sistema ativo de suspensão e amortecedores eletrônicos. Isso em 1992! Por falar em Ford, quase 10 anos antes a marca lançou o Corcel II Os Campeões em alusão ao fato de os pilotos de F1 que vieram disputar o GP do Brasil terem andado no sedã.
No cenário musical, o Volkswagen Gol é dono de suas séries bem marcantes. Uma é a Rolling Stones, no embalo da passagem da turnê Voodoo Lounge da banda britânica pelo Brasil. Mas a mais exclusiva do hatch, sem dúvidas, é a Vintage.
Limitada a 30 unidades, elas vinham com pintura especial e… uma guitarra exclusiva fabricada pela Tagima. O detalhe é que um sistema de amplificação no porta-malas permite que o instrumento seja conectado ao som do veículo.
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As séries especiais trazem vantagens e desvantagens. Conforme o que a edição limitada oferece, seu grau de exclusividade, nível de equipamentos e modelo no qual é baseado, pode ser uma boa para o cliente. Porém, com certeza, é sempre uma boa para a montadora.
Veja agora 8 fatos sobre as séries especiais dos carros, porque elas existem, quais as vantagens para a indústria e para o consumidor e quando saber se você tem o perfil para ter um modelo desses na garagem.
Séries especiais ajudam na desova…
A principal função das séries especiais é alavancar as vendas de determinados carros ou versões de um modelo. É um meio de as montadoras desovarem estoque pontuais, seja de veículos que realmente encalharam nas vendas ou os que já estão em vias de virar o ano/modelo.
Também serve para expandir a produção e vendas de determinadas versões, já que as séries especiais são geralmente baseadas em alguma configuração dos carros. Ou seja: dá aquela forcinha para aquela opção do portfólio que anda meio esquecida.
Existem razões industriais ainda. Ao demandar determinados equipamentos a mais para essas tiragens, as montadoras podem conseguir melhores preços junto aos fornecedores com o ganho de escala.
Chamar a atenção
O marketing também é peça-chave para os carros quando as marcas recorrem às séries especiais. Uma edição limitada ou temática, de certa forma, atrai holofotes para determinados veículos.
Isso pode ser estratégico especialmente em modelos que estão naquele chamado ciclo de meia-vida, quando as vendas tendem a se estagnar – ou mesmo caírem. Também podem ser um bom reforço de imagem para a linha como um todo ou mesmo para a marca.
Além de atrair novos públicos ou estreitar relação com determinados segmentos. Um exemplo recente é a Mitsubishi Triton Terra, que como o próprio sobrenome sugere é voltado bem para o cliente do agronegócio.
Temáticas diversas
Patrocinadora do festival de música, Fiat lançou edição em alusão ao Lollapaloosa (Foto: Fiat | Divulgação)
Vale tudo quando falamos de séries especiais. Eventos esportivos e musicais são os que mais servem de carona para estas edições. Vide os recentes Volkswagen T-Cross Seleção e o Fiat Pulse Lollapalooza.
Mas não faltam exemplos na vibe esportiva, seja em alusão à Copa ou Olimpíadas. Na seara esportiva, Volkswagen Gol Copa e Voyage Los Angeles, Chevrolet Kadett Turim, Nissan March Rio 2016 e as infindáveis edições Seleção para modelos da Volks, Fiat e GM – conforme cada montadora patrocinava a CBF.
Porém, muitas tiragens têm apelos dos mais diversos. Vale parceria com empresas (Renault Clio teve séries O Boticário e MTV e o Citroën C3 com o XBox One) ou até de personalidades famosas (Fiat Stilo Schumacher e Chevrolet Corsa Nelson Piquet e Monza EF500 – referência Emerson Fittipaldi).
Se formos ver os modelos associados ao mundo da moda (Fiat 500 by Gucci, Chevrolet Monza Clodovil, Citroën C3 Ocimar Versolato, Fiat Oggi Pierre Balmain e Peugeot 206 Quicksilver)
Mais por menos
A grande vantagem para o consumidor é o custo-benefício. Via de regra, as séries especiais oferecem carros em cima de determinadas versões, só que com equipamentos a mais. Além disso, podem incorporar detalhes estéticos na carroceria e padrões diferentes e melhores no acabamento interno.
Desvaloriza mais… será?
Hyundai Copa tem avaliação superior à versão Comfort que serviu de base para a série especial (Foto: Hyundai | Divulgação)
Uma máxima do mercado automotivo é que séries especiais tendem a desvalorizar na hora da revenda mais que as versões nas quais elas foram baseados. Mas isso está longe de ser uma regra.
Para quem troca de carro a cada dois anos ou menos, isso tende a acontecer. Mas mesmo edições especiais recentes mostram que podem até depreciar menos.
Vamos pegar como base a KBB Brasil. O Hyundai HB20 Copa do Mundo 2022 com motor 1.0 aspirado e caixa manual, por exemplo, tem Preço Médio de Revendedor de R$ 69.459.
Essa tiragem em alusão ao Mundial do Qatar foi baseada na opção intermediária Comfort do hatch. A mesma versão ano 2022 com o mesmo conjunto mecânico tem Preço de Revendedor KBB de R$ 67.954.
Vamos mais longe. O Volkswagen Fox Seleção 2013 com motor 1.0 e 4 portas é pouco mais caro neste levantamento que seu similar sem edição especial: R$ 40.399 e
R$ 39.638, respectivamente.
Cuidados
Chevette Jeans usava o tecido para revestir o estofamento e não agradou o consumidor (Foto: GM | Divulgação)
Mas tem séries especiais que depreciam mais mesmo. Seja por causa do tema “nada a ver”, da época em que foi lançado ou mesmo do carro.
Até cores extravagantes ou apliques visuais exagerados podem comprometer o desempenho comercial da edição limitada.
Lembra desses? Muitas séries especiais causaram essa estranheza, outras ficaram datadas e até foram esquecidas. Exemplos não faltam: na Fiat tivemos o Bravo Wolverine e o controverso Uno College. Por falar em controverso, alguém se lembra do Chevrolet Chevette Jeans?
A Ford lançou o Ka MP3, que vinha com som com leitor de mídia. Algo avançado para a época – e só naquela época. O mesmo podemos dizer do Chevrolet Agile Wi-fi, que vinha com modem a bordo…
O surfe também ditou moda entre as séries especiais. O Agile ainda teve uma edição Rico, em homenagem ao famoso surfista, enquanto o Suzuki SX4 Mormaii tinha um chuveirinho embutido no porta-malas para a turma do esporte poder lavar suas pranchas.
Algumas séries especiais viraram raridades
Exemplares da Kombi Last Edition podem beirar os R$ 200 mil (Foto: VW | Divulgação)
Muitas séries especiais fizeram sucesso e hoje são raridades que podem até ser considerados clássicos. Apesar de polêmicas pontuais, como no caso da Kombi Last Edition que teve… duas tiragens limitadas, irritando quem comprou o primeiro lote.
Outras séries especiais de despedida marcantes de carros igualmente marcantes foram a da primeira geração do Fiat Uno, chamada Grazie Mille, e a do Chevrolet Opala, a Diplomata Collectors.
Teve edição especial que mexeu na mecânica do automóvel. O Escort XR3 Fórmula tinha sistema ativo de suspensão e amortecedores eletrônicos. Isso em 1992! Por falar em Ford, quase 10 anos antes a marca lançou o Corcel II Os Campeões em alusão ao fato de os pilotos de F1 que vieram disputar o GP do Brasil terem andado no sedã.
No cenário musical, o Volkswagen Gol é dono de suas séries bem marcantes. Uma é a Rolling Stones, no embalo da passagem da turnê Voodoo Lounge da banda britânica pelo Brasil. Mas a mais exclusiva do hatch, sem dúvidas, é a Vintage.
Limitada a 30 unidades, elas vinham com pintura especial e… uma guitarra exclusiva fabricada pela Tagima. O detalhe é que um sistema de amplificação no porta-malas permite que o instrumento seja conectado ao som do veículo.
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