Notícia O incrível retorno do avião que ficou “congelado no tempo” por 50 anos

O famoso “Glacier Girl”, um caça Lockheed P-38 Lightning da Segunda Guerra Mundial, retomou seus voos no início de maio após concluir um cronograma de dois anos de manutenção. Operada pela Lewis Air Legends Foundation e pilotada pelo veterano Steve Hinton Sr., a aeronave é um dos raros exemplares sobreviventes de um grupo que ficou conhecido como o “Esquadrão Perdido”, após passar cinco décadas sepultado sob o gelo da Groenlândia.

A trajetória da aeronave remonta a julho de 1942, durante a Operação Bolero. Na ocasião, seis caças P-38 e dois bombardeiros B-17E Flying Fortress partiam dos Estados Unidos rumo à Grã-Bretanha. O grupo foi surpreendido por uma nevasca severa que forçou um pouso de emergência na calota polar. Embora os tripulantes tenham sido resgatados com vida após 11 dias, os aviões foram abandonados e, com o passar das décadas, acabaram soterrados por sucessivas camadas de neve.

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O esforço de recuperação só ganhou tração na década de 1980, liderado pelos empresários Pat Epps e Richard Taylor. Diferente do que previam as estimativas iniciais, as aeronaves não estavam próximas à superfície, mas a cerca de 80 metros de profundidade. A operação de resgate, concretizada apenas em 1992, exigiu o uso de uma sonda térmica batizada de “Super Gopher”, que derretia o gelo para criar túneis de acesso.

Uma vez alcançada a profundidade correta, os técnicos escavaram uma caverna em torno do P-38 para desmontá-lo peça por peça antes de içá-lo. O processo de restauração que se seguiu é considerado um marco na arqueologia aeronáutica: cerca de 80% da estrutura original foi preservada, incluindo os motores Allison e o conjunto de metralhadoras operacionais. Hoje, o “Glacier Girl” não é apenas uma peça de museu, mas um testemunho funcional da engenharia militar do século XX.

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