A Yamaha Aerox chegou ao mercado brasileiro como a mais recente opção de scooter (de valor acessível da marca) e já bateu os números da NMax, também da Yamaha, com apenas quatro meses de vendas. Motor semelhante, pegada mais esportiva e menor preço são os ingredientes que têm feito a diferença.
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Modelo é a scooter mais emplacada da marca atualmente (Foto: Yamaha | Divulgação)
A Yamaha Aerox foi anunciada no Brasil no fim de 2025 e, logo no início de 2026, sua comercialização teve início. O modelo teve aceitação imediata e rapidamente destronou a consagrada NMax, muito em função de seu preço inicial de R$ 18.990.
Mas não apenas pelo valor: a Aerox apelou para a “novidade”. Essa pequena scooter chegou mais esportiva e moderna, em um momento em que a Yamaha não tem apresentado tantas mudanças em sua gama.
Nas partes técnicas, a scooter pode ser resumida como uma pequena eficiente no deslocamento urbano e com uma estética que rejuvenesceu a perspectiva dos clientes da japonesa.
O modelo utiliza um motor monocilíndrico de 160 cm³, o mesmo de sua irmã NMax, com tecnologia VVA (Atuação de Válvula Variável), e é capaz de entregar 15,1 cv de potência a 8.000 rpm e torque de 1,4 kgfm a 6.500 rpm. A transmissão automática é do tipo CVT, o que facilita e simplifica a condução.
Para auxiliar na economia, a Yamaha adotou uma tática que já vem utilizando há um bom tempo em seus modelos: o sistema Stop & Start. Ele desliga o motor em paradas rápidas e o religa assim que o acelerador é acionado. Para um veículo de tanque diminuto (5,5 litros, mais 1,1 l de reserva), qualquer ml de combustível poupado faz a diferença na autonomia.
A Aerox ABS Connected também aposta em uma proposta mais esportiva de pilotagem. Segundo a fabricante, o modelo pesa 127 kg e possui distância do solo de 145 mm. O conjunto ciclístico conta com chassi reforçado, suspensão dianteira com garfo telescópico de 100 mm de curso e suspensão traseira com subtank duplo e 86 mm de curso.
Nos freios, a scooter traz discos nas rodas e sistema ABS na dianteira, conjunto considerado importante e, atualmente, fundamental para a segurança. Outro destaque é o pneu traseiro 140/70-14, apontado pela Yamaha como o mais largo da categoria, buscando melhorar aderência e estabilidade em curvas.
Visualmente, a Aerox segue a identidade esportiva da marca japonesa, mas, com o novo produto, trouxe um ar de esportividade com linhas angulares e elementos inspirados na família R-Series. O modelo utiliza iluminação full LED, incluindo farol com projetores, luzes de posição, setas integradas e lanterna traseira em formato semelhante ao das motos esportivas da fabricante.
Entre os equipamentos, a scooter conta com Smart Key (chave presencial), sistema Answer Back para localização do veículo, tomada USB Tipo-C e espaço sob o banco para acomodar um capacete fechado.
Na parte tecnológica, a Aerox ABS Connected oferece integração com o aplicativo Yamaha Motor On, por meio do sistema Yamaha Motorcycle Connect. O recurso permite acompanhar consumo médio, histórico de viagens, cronograma de revisões e localização da última parada da motocicleta. As informações aparecem em um painel 100% digital no estilo blackout, que também exibe indicadores de ABS, VVA, temperatura do motor e função ECO.
A Aerox trouxe de volta a pegada esportiva nas pequenas da marca (Foto: Yamaha | Divulgação)
A Aerox chegou para para preencher a lacuna entre a pequena Fluo 125 e a NMax 160. A pequenina continua disponível, mas apenas com motor eletrificado.
O avanço tecnológico elevou consideravelmente o preço do modelo, que custa agora R$ 16.790, um valor alto para uma 125, o que acabou direcionando o consumidor apara a Aerox, que é um pouco mais cara, mas entrega o mesmo desempenho da NMax, sem pesar tanto no bolso.
A estética e o estilo do modelo não poderiam ficar para trás. Além de ser mais barata que a NMax (R$ 23.290), ela também é mais moderna. A própria marca reconhece esses atributos e os destaca nas promoções do produto.
O professor de pilotagem e influenciador Rafael Togni considerou que o preço foi uma das melhores investidas da marca neste modelo.
O especialista testou o modelo em diversas situações, inclusive em simulação de velocidade máxima no dinamômetro (Foto: Rafael Togni | Divulgação)
O especialista ainda deu seu parecer sobre as impressões de condução no modelo. Rafael afirma que ficou surpreso, pois ela realmente entrega esportividade.
“O motor da R15 e da NMax encaixou muito bem nela com o VVA, já que trabalha muito bem em rotações mais baixas e também em rotações mais altas, tendo um top speed muito bom e uma aceleração muito boa. A suspensão também me agradou, tanto na pilotagem sozinho quanto com garupa. Passa conforto e, ao mesmo tempo, não fica molenga: tem firmeza, o que ajuda na esportividade. O farol dela ilumina super bem também e deixa a pilotagem à noite bem mais segura.”
“O único ponto ‘negativo’ que achei nela foi o espaço debaixo do banco. Achei pequeno para o porte da moto. Quase não cabia minha mochila com as câmeras, acredito que pelo formato das aletas laterais”, finalizou Rafael.
Mesmo com bons resultados internos a Yamaha terá que “suar a camisa” para chegar perto da sua rival Honda. A conterrânea possui três de seus modelos liderando a categoria das scooters e cubs no Brasil.
A preocupação real de Yamaha Aerox deve ser a terceira colocada, a Honda PCX 160, uma concorrente direta da nova scooter do pedaço e que emplaca duas vezes mais, segundo dados da Fenabrave.
A Honda PCX 160 é a líder da categoria considerando apenas modelos scooter. A Aerox está em 5º lugar considerando o acumulado do ano (Foto: Honda | Divulgação)
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Modelo é a scooter mais emplacada da marca atualmente (Foto: Yamaha | Divulgação)
Yamaha Aerox ABS Connected
A Yamaha Aerox foi anunciada no Brasil no fim de 2025 e, logo no início de 2026, sua comercialização teve início. O modelo teve aceitação imediata e rapidamente destronou a consagrada NMax, muito em função de seu preço inicial de R$ 18.990.
Mas não apenas pelo valor: a Aerox apelou para a “novidade”. Essa pequena scooter chegou mais esportiva e moderna, em um momento em que a Yamaha não tem apresentado tantas mudanças em sua gama.
Nas partes técnicas, a scooter pode ser resumida como uma pequena eficiente no deslocamento urbano e com uma estética que rejuvenesceu a perspectiva dos clientes da japonesa.
O modelo utiliza um motor monocilíndrico de 160 cm³, o mesmo de sua irmã NMax, com tecnologia VVA (Atuação de Válvula Variável), e é capaz de entregar 15,1 cv de potência a 8.000 rpm e torque de 1,4 kgfm a 6.500 rpm. A transmissão automática é do tipo CVT, o que facilita e simplifica a condução.
Para auxiliar na economia, a Yamaha adotou uma tática que já vem utilizando há um bom tempo em seus modelos: o sistema Stop & Start. Ele desliga o motor em paradas rápidas e o religa assim que o acelerador é acionado. Para um veículo de tanque diminuto (5,5 litros, mais 1,1 l de reserva), qualquer ml de combustível poupado faz a diferença na autonomia.
A Aerox ABS Connected também aposta em uma proposta mais esportiva de pilotagem. Segundo a fabricante, o modelo pesa 127 kg e possui distância do solo de 145 mm. O conjunto ciclístico conta com chassi reforçado, suspensão dianteira com garfo telescópico de 100 mm de curso e suspensão traseira com subtank duplo e 86 mm de curso.
Nos freios, a scooter traz discos nas rodas e sistema ABS na dianteira, conjunto considerado importante e, atualmente, fundamental para a segurança. Outro destaque é o pneu traseiro 140/70-14, apontado pela Yamaha como o mais largo da categoria, buscando melhorar aderência e estabilidade em curvas.
Visualmente, a Aerox segue a identidade esportiva da marca japonesa, mas, com o novo produto, trouxe um ar de esportividade com linhas angulares e elementos inspirados na família R-Series. O modelo utiliza iluminação full LED, incluindo farol com projetores, luzes de posição, setas integradas e lanterna traseira em formato semelhante ao das motos esportivas da fabricante.
Entre os equipamentos, a scooter conta com Smart Key (chave presencial), sistema Answer Back para localização do veículo, tomada USB Tipo-C e espaço sob o banco para acomodar um capacete fechado.
Na parte tecnológica, a Aerox ABS Connected oferece integração com o aplicativo Yamaha Motor On, por meio do sistema Yamaha Motorcycle Connect. O recurso permite acompanhar consumo médio, histórico de viagens, cronograma de revisões e localização da última parada da motocicleta. As informações aparecem em um painel 100% digital no estilo blackout, que também exibe indicadores de ABS, VVA, temperatura do motor e função ECO.
Vaga preenchida
A Aerox trouxe de volta a pegada esportiva nas pequenas da marca (Foto: Yamaha | Divulgação)
A Aerox chegou para para preencher a lacuna entre a pequena Fluo 125 e a NMax 160. A pequenina continua disponível, mas apenas com motor eletrificado.
O avanço tecnológico elevou consideravelmente o preço do modelo, que custa agora R$ 16.790, um valor alto para uma 125, o que acabou direcionando o consumidor apara a Aerox, que é um pouco mais cara, mas entrega o mesmo desempenho da NMax, sem pesar tanto no bolso.
A estética e o estilo do modelo não poderiam ficar para trás. Além de ser mais barata que a NMax (R$ 23.290), ela também é mais moderna. A própria marca reconhece esses atributos e os destaca nas promoções do produto.
Impressão do especialista
O professor de pilotagem e influenciador Rafael Togni considerou que o preço foi uma das melhores investidas da marca neste modelo.
Todo mundo que me via na Aerox e vinha conversar — amigos, mecânicos e pilotos — tinha a mesma surpresa: o preço. Eles imaginavam a Aerox custando seus R$ 30 mil. Quando eu falava que custava cerca de R$ 20 mil com o frete já incluso, o pessoal ficava ‘doido’. E, na real, é isso: entregar mais por menos. Acho que isso define o sucesso da Aerox. É uma scooter já de porte legal, com conforto, bom motor, econômica e que agrada no visual, além de entregar mais do que custa.”
O especialista testou o modelo em diversas situações, inclusive em simulação de velocidade máxima no dinamômetro (Foto: Rafael Togni | Divulgação)
O especialista ainda deu seu parecer sobre as impressões de condução no modelo. Rafael afirma que ficou surpreso, pois ela realmente entrega esportividade.
“O motor da R15 e da NMax encaixou muito bem nela com o VVA, já que trabalha muito bem em rotações mais baixas e também em rotações mais altas, tendo um top speed muito bom e uma aceleração muito boa. A suspensão também me agradou, tanto na pilotagem sozinho quanto com garupa. Passa conforto e, ao mesmo tempo, não fica molenga: tem firmeza, o que ajuda na esportividade. O farol dela ilumina super bem também e deixa a pilotagem à noite bem mais segura.”
“O único ponto ‘negativo’ que achei nela foi o espaço debaixo do banco. Achei pequeno para o porte da moto. Quase não cabia minha mochila com as câmeras, acredito que pelo formato das aletas laterais”, finalizou Rafael.
A concorrência ainda está distante para a Yamaha Aerox
Mesmo com bons resultados internos a Yamaha terá que “suar a camisa” para chegar perto da sua rival Honda. A conterrânea possui três de seus modelos liderando a categoria das scooters e cubs no Brasil.
A preocupação real de Yamaha Aerox deve ser a terceira colocada, a Honda PCX 160, uma concorrente direta da nova scooter do pedaço e que emplaca duas vezes mais, segundo dados da Fenabrave.
A Honda PCX 160 é a líder da categoria considerando apenas modelos scooter. A Aerox está em 5º lugar considerando o acumulado do ano (Foto: Honda | Divulgação)
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